Cariocas têm racha; salva-vida quer negociar

Após um dia com patrulhas normais por toda a cidade, integrantes do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio (Sindpol) anunciaram à noite que deixaram o movimento grevista. Já a outra representação da categoria, o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), pediu que os filiados mantivessem a adesão.

RIO, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2012 | 03h01

O presidente do Sinpol, Fernando Bandeira, criticou duramente os colegas. "Houve um racha", reclamou, acusando ainda o Comando da Polícia Civil de articular essa reviravolta - o que o governo e o Sindpol negam.

"Ele (Bandeira) está passando informações equivocadas", afirmou o sindicalista Sebastião Carlos, ressaltando que a entidade continua a apoiar o movimento grevista e "presta solidariedade" aos 16 policiais e 1 bombeiro presos em Bangu 1 - 10 por mandado judicial e 7, em flagrante.

Policiamento. Os pontos fixos da Operação Lei Seca funcionaram normalmente ontem. Em Copacabana, Ipanema e Leblon, os policiais foram vistos nas cabines de madrugada, viaturas circulavam e outras ficaram paradas em pontos estratégicos.

De acordo com o chefe do Estado-maior Administrativo da Polícia Militar, Robson Rodrigues, os 129 detidos administrativamente nos quartéis já foram liberados. "Mas estão indiciados, vão responder ao processo sumário e alguns provavelmente serão excluídos da corporação."

Os 123 bombeiros que tiveram a prisão administrativa decretada anteontem se reuniram no 3.º Grupamento Marítimo (Copacabana, zona sul) para negociar a suspensão da punição. Ontem, 39 guarda-vidas não se apresentaram para trabalhar na orla carioca, mas foram substituídos pelo comando da corporação - não houve prejuízo à população. /ALESSANDRA SARAIVA, CLARISSA THOMÉ e SABRINA VALLE

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