Capoeiristas caem em golpe na Turquia

Dez brasileiros que afirmam terem sido enganados e ameaçados por um empresário turco estão sob proteção do Consulado do Brasil em Istambul e voltarão ao País até domingo. O grupo de artistas liderado pelo professor de dança e percussionista Paulo Franco, de 28 anos, foi convidado há um mês para fazer uma série de apresentações de dança e capoeira em um hotel na cidade de Bodrum, mas não recebeu o pagamento prometido.

Bruno Boghossian / RIO, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2010 | 00h00

De acordo com o advogado Carlos Nicodemos, que dá apoio à família de Paulo no Rio, o consulado foi acionado e evitou que os artistas fossem deportados, como queria a polícia local. Autoridades dos dois países entraram em acordo para que o grupo deixasse o país livremente, mas os diplomatas brasileiros já teriam prestado queixa contra o empresário turco Öner Bayran em uma delegacia de Istambul por tráfico internacional de pessoas. "Eles não tiveram os passaportes retidos, mas é característico desse tipo de crime que seja feita uma promessa que não se concretiza e leva as vítimas a entrarem em um ciclo de escravidão", explicou Nicodemos, que informou que o consulado trata o caso como parte de uma rede internacional de tráfico de pessoas, com base na Turquia e braços em São Paulo e no Rio. O empresário prometeu pagamento de US$ 10 mil por mês ao grupo.

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