CAPIXABAS GANHAM COM MATEMÁTICA

Avanço na área puxou resultado do exame

RODOLPHO PAIXÃO, ESPECIAL PARA O ESTADO, VITÓRIA, O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2013 | 02h06

Primeiro colocado entre os Estados brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), o Espírito Santo avançou cinco posições em relação à ultima edição das provas. As escolas capixabas melhoram nos três quesitos, mas o maior avanço foi no desempenho em Matemática, com uma diferença de 17 pontos em comparação com 2009. Também de acordo com os relatórios, a média do Espírito Santo está 21 pontos acima da nacional (423 do Estado ante 402 pontos da média nacional).

Segundo o secretário estadual de Educação, Klinger Barbosa Alves, os bons resultados do exame são decorrentes das políticas públicas mantidas pelo Espírito Santo ao longo dos anos. Os principais exemplos, segundo Alves, são o programa de correção de fluxo escolar, que acelera os estudos de alunos com maior atraso na relação entre idade e série, e programas de formação para professores da rede pública.

"É preciso ter continuidade nos investimentos e programas voltados também para o dia a dia dos alunos", disse o secretário. "Somos como o Uruguai, que tem uma pequena população, mas que atenta para o desenvolvimento social."

Para Alves, o momento é de parabenizar as escolas e os profissionais de educação. "Ainda temos muito o que avançar. É tempo de se trabalhar mais."

Alex Zorzal, diretor da Escola Estadual Maria Ortiz, no centro de Vitória, concorda com a necessidade de continuidade e destaca a posição ruim do Brasil em comparação com outros países. Para ele, o motivo da colocação pode ser relacionado à demora no estabelecimento de uma educação de base no País. Mas ele afirma que é possível enxergar uma mudança. "Acredito que os resultados demonstram o início de um rompimento com a história tardia da educação brasileira. É impossível comparar os avanços de países já estruturados com o de países ainda em desenvolvimento, como o nosso."

Para Zorzal, a valorização salarial dos professores poderia melhorar ainda mais a qualidade da educação capixaba, mas há outro fator importante: a identificação da sociedade com a vida acadêmica. "Os pais ainda não têm o devido engajamento no desenvolvimento educacional dos filhos", diz o diretor.

Essa característica, aliás, é destacada até pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), responsável pelo Pisa. A organização afirma, em seu relatório, que crianças cujos pais têm uma expectativa educacional sobre elas apresentam um melhor desempenho.

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