Capitão da PM pede na internet pena mais severa para quem mata agente de segurança

Chefe de Comunicação Social do Comando de Policiamento de Área do Interior-3 diz que o Estado vive 'um caos'

RICARDO BRANDT / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2012 | 03h06

As execuções de policiais militares em São Paulo - após a operação das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), dia 11, em Várzea Paulista, que terminou com nove mortos, entre os quais integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) - fez com que um capitão da Polícia Militar da região de Ribeirão Preto publicasse carta na internet aos 513 deputados federais e às entidades de classe protestando contra o assassinato de colegas. Ele também pede leis mais severas para atentados contra agentes de segurança.

O capitão Maurício Rafael Jerônimo de Melo, 22 anos de farda e chefe de Comunicação Social do Comando de Policiamento de Área do Interior-3, responsável por 93 cidades, afirma que o Estado vive "um caos". "O marginal não tem diferença de gravidade penal ao atentar contra o Estado, na pessoa do policial, e tem quase sempre a certeza de que não será punido. Há que se mudar a pena, acrescendo-a 2/3 para quem cometer crime contra agente de segurança", diz.

Desde o dia 11, ao menos seis policiais foram mortos no Estado. Desde janeiro, 67 PMs, quase todos fora de serviço, foram assassinados em São Paulo. Em 2011, 47 foram mortos.

O capitão afirma que escreve como cidadão, sem conhecimento de seu comando, e diz que a corporação tem feito seu trabalho, para depois questionar: "Mas será que isso basta?" Segundo ele, o CPI-3 não se manifestou.

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