Capital vai ter chuva só na próxima 4ª-feira

Garoa não foi suficiente para quebrar sequência de seca, mas umidade ontem chegou a 80%

CAMILA BRUNELLI , O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2012 | 03h05

A cidade de São Paulo vai completar oito semanas - 60 dias - de secura no próximo domingo e a previsão de chuva significativa é somente para a madrugada de quarta-feira, dia 19. De acordo com meteorologistas, a garoa da manhã de ontem não foi suficiente para quebrar a sequência de dias secos porque o critério é que haja acumulado de pelo menos 1 mm nas estações de medição.

O recorde de dias seguidos sem chuva foi em 1985, quando São Paulo registrou 78 dias de secura. Até agora, essa é a quinta maior sequência de dias secos da história desde 1961, quando foi iniciada a medição.

A Defesa Civil informa que a umidade relativa do ar ideal deve ser em torno de 60%. Ontem, o nível chegou a 25%, às 15h, mas, por volta das 18h, o índice já era de 80%. "A tendência é que as regiões mais ao sul e leste da cidade sejam mais úmidas, por causa da proximidade com o Oceano. Já as áreas mais próximas do norte, sofrem maior influência do ar seco vindo do interior", explicou o meteorologista Marcelo Schneider, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Ontem, a garoa foi causada pela passagem de frente fria sobre o Estado, que já se desloca para o Rio.

Nesta semana, embora as temperaturas voltem a subir - as máximas ficam em torno dos 27° C -, o ar não deve permanecer tão seco por causa dos ventos que sopram do mar. É esperada garoa fraca para os fins de tarde e também para as madrugadas.

Com o fim do inverno se aproximando, a massa de ar seco da região central do Brasil começará a perder força e a ser influenciada pela umidade da Amazônia. É esperado que no fim da terça-feira, dia 18, o tempo vire e durante a madrugada ocorra a chuva significativa tão esperada.

Até que a precipitação ocorra, o tempo seco deve prejudicar principalmente as crianças e os idosos. "Pessoas que têm doenças crônicas, como enfisema pulmonar, por exemplo, podem vir a sentir falta de ar, até mesmo sem motivo", diz o pneumologista Osvaldo Sabino.

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