Capital terá 843 radares que flagram rodízio no próximo ano

Número é 45% maior do que o atual; 200 aparelhos também vão fiscalizar a invasão das faixas de coletivos

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2013 | 02h11

As ruas de São Paulo terão 843 radares, todos com leitores automáticos de placas (LAPs, que flagram desrespeito ao rodízio) instalados, a partir de março do ano que vem. O número é 45% maior do que os 580 equipamentos em operação atualmente. Cerca de 200 das novas máquinas também vão fiscalizar a invasão das faixas exclusivas para ônibus - infração que mais cresce na cidade desde a instalação de 220 quilômetros dessas vias na capital.

O aumento do número de radares é resultado da conclusão da licitação para substituição das máquinas em operação, um processo que se arrastava desde junho. A Prefeitura tentou fazer a licitação naquele mês, mas uma decisão da Justiça, ingressada pela empresa Splice (que fornecia radares na gestão Gilberto Kassab) foi julgada procedente pelo Tribunal de Justiça.

Depois de obter uma decisão favorável, no mês passado, a Prefeitura decidiu fazer uma nova licitação, por meio de um pregão presencial. A cidade foi dividida em quatro lotes e consórcios apresentaram propostas diferentes para cada um deles, divididos de acordo com as regiões da capital.

A disputa resultou em um preço 9% menor do que o estimado originalmente pela Prefeitura, que era de R$ 580 milhões. Para instalar as máquinas, a capital vai pagar R$ 530 milhões - a arrecadação com multas no ano passado foi de R$ 800 milhões e, por lei, esse recurso só pode ser usado em programas de engenharia de tráfego (como, por exemplo, a instalação de radares) ou em ações para a educação de trânsito.

O lote mais caro foi o 3, que inclui a zona oeste e a parte mais central da zona sul da cidade, e custou R$ 150 milhões. O menos caro foi o lote que abrange a zona norte da cidade (lote 1), cuja instalação será feita por R$ 107 milhões.

Radares móveis. Além dos radares fixos e dos fiscais das faixas exclusivas, os lotes contam com 20 radares móveis. Atualmente, são seis máquinas. Como cada um deles estará habilitado para fiscalizar até 30 pontos diferentes da capital, em esquema de rodízio, esses radares devem cobrir 600 locais diferentes.

A compra dos radares faz parte do processo, anunciado neste ano, de criação do Centro Integrado de Monitoramento do Trânsito, uma sala que fará uma coordenação remota de todo o tráfego de São Paulo. Os radares são capazes de fornecer dados sobre o volume do tráfego nas vias onde estão instalados, auxiliando o serviço dos agentes de trânsito. O centro, no entanto, ainda precisa de outros serviços, como os semáforos inteligentes, cuja instalação ainda está começando.

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