Capital paulista é um lugar 'muito bom' para morar para 58,7% dos jovens

Estudo realizado pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo aponta o que o jovem pensa e espera da cidade

Laura Maia de Castro, O Estado de S. Paulo

03 Abril 2014 | 11h20

Corrigida às 16h35

SÃO PAULO - Para 58,7% dos jovens moradores de São Paulo, é muito bom morar na cidade. Questionados sobre se é muito bom viver na capital paulista, 14,7% deles disseram concordar totalmente com a afirmação e outros 44% afirmaram concordar em parte. O resultado é parte de um levantamento divulgado nesta quinta-feira, 3, pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp). O estudo aponta o que o jovem pensa e espera de uma cidade como São Paulo.

A pesquisa buscou avaliar o posicionamento, atitude e expectativa do jovem em relação à cidade. Foram entrevistadas 409 pessoas de 15 a 29 anos de diferentes classes sociais e regiões da cidade que responderam a mais de cem questões sobre qualidade de vida, transporte, segurança, trabalho, preconceito e lazer, entre outros temas.

Os entrevistados foram abordados no centro da capital. Entre eles, 7,3% discordaram totalmente da frase "é muito bom viver em São Paulo" e outros 16,6% discordaram em parte.

Quase metade dos entrevistados acredita que a cidade será um lugar melhor para viver daqui a 30 anos - 48,9% concordaram totalmente ou em parte com a afirmação. E 16,1% discordaram totalmente.

O levantamento também mostrou que mais da metade dos jovens (56,2%) gostariam de se mudar para outras cidades nos próximos dez anos.

Serviços públicos. No que diz respeito à avaliação no presente dos serviços públicos, os jovens mostram insatisfação. Ao todo, 62, 9% dos entrevistados discordaram que o transporte é suficiente e dois terços dos jovens acham inseguro morar em São Paulo.

Para o coordenador da pesquisa Rodrigo Estramanho, a dualidade dos resultados dialoga com a relação dos jovens com a metrópole. "A pesquisa revela a ambiguidade da própria cidade. A metrópole proporciona esse tipo de relação de bem estar por um lado e de outro nem tanto."

Política. A maioria (51, 6%) dos entrevistados acha que o poder público, em geral, não respeita os cidadãos. Para daqui a 30 anos, o cenário é um pouco mais otimista: 30, 8% acreditam que o poder público respeitará mais e 24,7% não acreditam que isso acontecerá. Em relação às manifestações, 48,7% são a favor dos recentes atos da cidade.

Gênero. Grande parte dos jovens paulistanos acredita que há menos desigualdade entre homens e mulheres na cidade de São Paulo do que em outras cidades do País segundo a pesquisa.

Dos jovens entrevistados, 42, 8% concordaram que há menos desigualdade entre gêneros na capital do que em outros locais do País. Para o futuro, os jovens tenderam ao otimismo na diminuição da desigualdade de gêneros e 46% disseram que daqui a 30 anos haverá menos desigualdade em São Paulo do que em outras cidades.

"O estudo vai além do mero levantamento de dados socioeconômicos para a construção de um perfil médio do jovem paulistano. A pesquisa aponta quais políticas públicas para a cidade de São Paulo devem ser elaboradas pelos gestores públicos e privados para atender o cidadão nos próximos 30 anos", explica o sociólogo Paulo Silvino Ribeiro, supervisor da pesquisa.

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