Capital e Red Hot, já vimos essa história

Ao final de grandes festivais de rock é comum os fãs começarem a sonhar com possíveis atrações que gostariam de ver na próxima maratona. Se no fim do Rock in Rio de 1991 alguém apostasse no Capital Inicial como uma das principais atrações de uma nova edição seria alvo de gozações. O grupo de Brasília fez um show até que correto no Maracanã, baseado nos sucessos dos primeiros discos e no recente O Passageiro, versão de um clássico do Iggy Pop. Mas nada memorável, num dia que também teve Debbie Gibson, Information Society e A-Ha como atrações internacionais. Pouco tempo depois a banda se esfacelava com a saída do tecladista Bozo Barretti e do vocalista Dinho, que protagonizou uma constrangedora carreira solo. Mas numa dessas voltas que o mundo dá, não é que o Capital Inicial retornaria ao Rock in Rio de 2001, com prestígio?

ROSE SACONI, EDMUNDO LEITE, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2011 | 03h01

Num caso atípico de reconstrução, o Capital juntou os integrantes originais e incorporou parceiros como o ex-metaleiro Yves Passarell para produzir uma nova obra. O que parecia ser apenas um revival para a gravação de acústicos acabou virando uma fase original. Cantando Natasha, a história de uma garota de 17 anos que foge de casa para viver a vida, os tiozinhos se tornaram ídolos entre a nova geração.

Dez anos depois da primeira vez, o Capital encerrou a participação do rock nacional no Rock in Rio 3. No momento em que a banda estava no palco, 250 mil pessoas tinham passado pelas catracas. Recorde. Como o Red Hot Chilli Peppers não correspondeu, o Capital reinou no encerramento. Coincidência, as duas bandas foram novamente escaladas para o mesmo dia neste 2011.

VINTAGE

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