Cantores e jogadores compraram carros de quadrilha

A operação Black Ops da Polícia Federal, que anteontem prendeu 13 pessoas de uma quadrilha de contrabandistas de carros de luxo, atingiu os jogadores de futebol Emerson, do Corinthians, Diguinho, do Fluminense, e os cantores Latino e Belo. Os quatro compraram seus carros importados nas duas concessionárias fechadas pela PF.

FÁBIO GRELLET, MÁRCIA VIEIRA, RIO, O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2011 | 03h01

Segundo a investigação, a quadrilha comandada pelo israelense Yoram El Al importou ilegalmente 102 veículos nos últimos dois anos. Como as notas fiscais eram subfaturadas, os carros eram vendidos por preços mais baixos e serviam para lavagem de dinheiro da quadrilha, envolvida também com máquinas caça-níqueis.

O assessor de Diguinho, Henrique Coelho, confirmou ontem que o jogador realmente comprou um carro há três meses na concessionária na Barra da Tijuca. "Mas o carro não tinha irregularidades e será devolvido segunda ou terça-feira pela Polícia Federal", disse Coelho.

O advogado de Latino, Bruno Pinho Gomes, disse em nota que o cantor "repudia qualquer insinuação sobre seu envolvimento ou participação em negócios de importação e comercialização de veículos." Latino vai colaborar com as investigações.

Ivo Peralta, advogado de Belo, também negou que o pagodeiro estivesse envolvido em irregularidades na compra do carro. "Ele adquiriu um veículo, mediante o recebimento de toda a documentação de regularidade dos órgãos nacionais que fiscalizam e efetuam o cadastro de veículos", explicou Peralta, em nota. "O artista não concorreu para nenhuma das condutas imputadas aos envolvidos e indiciados", segundo o advogado e "se dispõe para eventuais esclarecimentos."

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