Cantora reclama que achou delegacia fechada

A cantora Watusi teve dificuldades para registrar um assalto sofrido por ela na madrugada de ontem, horas depois do início da greve de bombeiros e policiais. Ela foi de táxi à 21.ª Delegacia (Bonsucesso, zona norte), mas a unidade estava vazia. A cantora foi orientada pelo 190 a seguir para Copacabana, na zona sul.

CLARISSA THOMÉ / RIO, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2012 | 03h06

"Fomos as primeiras vítimas dessa greve. Acho a reivindicação justa, mas o Rio de Janeiro está desprotegido. Se o governo não tem condições de nos proteger, tem de trazer outras forças de segurança", afirmou.

Watusi, a também cantora Glória Laraújo e três amigos voltavam do ensaio da escola de samba Beija-Flor pela Avenida Brasil. O carro do grupo foi abordado por três homens armados que atravessaram um veículo na pista.

Watusi disse que eles foram violentos. "Glória levou coronhada na cabeça. Também passaram com a roda do carro por cima da perna de uma amiga e deram um soco nas costas de outra." Os assaltantes levaram o Honda Fit de Glória, além de carteiras, celulares e rádios.

O grupo ficou à beira da pista, esperando por socorro. Um motorista os levou até a 21.ª DP. "A delegacia tinha as luzes acesas, uma viatura na porta, mas ninguém nos atendeu." Ela só conseguiu registrar o caso em Copacabana. "O policial disse que estava fazendo um favor de nos atender, porque estavam em greve."

Segundo a Polícia Civil, a 21.ª DP não interrompeu o atendimento e registrou ocorrências de roubo na madrugada.

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