Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Cantareira volta a receber chuva, mas sofre 6ª queda seguida

Principal manancial de São Paulo registrou 10 mm de precipitação nas últimas 24 horas e opera com 15,6% da capacidade

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2015 | 09h41

SÃO PAULO - Mesmo com o retorno das chuvas após três dias de seca, o Sistema Cantareira registrou a sexta queda consecutiva nesta quinta-feira, 22, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. O nível de outros três mananciais também sofreu baixa. Já o Guarapiranga e o Rio Grande tiveram aumento do volume de água represada. 

De acordo com a Sabesp, os reservatórios que compõem o Cantareira operam com 15,6% do volume de água armazenado - 0,1 ponto porcentual a menos do que no dia anterior, quando estava com 15,7%. Esse índice já considera duas cotas de volume morto, acrescentadas no ano passado, como se fossem volume útil do sistema. 

Após três dias de seca, o Cantareira voltou a registrar chuva na região. A pluviometria do dia foi de 10 milímetros, o que fez o volume acumulado ao longo do mês chegar a 53,9 mm. O número representa cerca de 41,9% da expectativa de outubro, cuja média histórica é de 128,5 mm. 

Responsável por abastecer 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira teve aumento no volume de água pela última vez no dia 4 de outubro. Na ocasião, o nível do sistema passou de 16,6% para 16,7%.

Segundo o índice negativo do Cantareira, que passou a ser divulgado após decisão judicial, o sistema permanece estável em - 13,6%. O terceiro índice também não sofreu variação negativa e aponta o volume de água represada em 12,1%.

Outros mananciais. O Guarapiranga, atual responsável por abastecer o maior número de clientes da Sabesp (5,8 milhões), registrou alta após oito quedas consecutivas. O sistema opera com 75,8% da capacidade: 0,5 ponto porcentual a mais do que no dia anterior, quando registrava 75,3%.

O Sistema Rio Grande teve a mesma variação positiva e passou de 84,9% para 85,4% depois de registrar 26,8 mm de chuvas em apenas um dia.

Atravessando crise severa, o Alto Tietê caiu pela 14ª vez consecutiva, completando duas semanas só de perdas. O nível do sistema desceu 0,1 ponto porcentual do volume de água e chegou a 13,9%, ante 14% na quinta-feira, 21. O índice leva em conta um volume morto, acrescentado ao cálculo no ano passado.

Em termos proporcionais, o Rio Claro sofreu a maior queda: 0,4 ponto porcentual. Com a baixa, o sistema opera com 54,6%, contra 55% no dia anterior. Já o Alto Cotia caiu 0,2 ponto e está com 57,6% da capacidade.

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