Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Cantareira volta a ficar estável, mas Alto Tietê e Guarapiranga caem

Mesmo sem registrar chuva há dois dias, o principal manancial do Estado de São Paulo manteve volume armazenado em 16,4%

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2015 | 09h19

SÃO PAULO - Um dia após registrar queda, o nível do Cantareira, considerado o principal sistema hídrico de São Paulo, se manteve estável nesta terça-feira, 13, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Já o Alto Tietê, o Guarapiranga e o Rio Claro voltaram a perder volume armazenado de água.

Responsável por abastecer 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira opera com 16,4% da capacidade, mesmo índice do dia anterior. O cálculo tradicionalmente divulgado pela Sabesp considera duas cotas de volume morto, adicionadas no ano passado, como se fossem volume útil do sistema.

Há dois dias não chove sobre a região do manancial. A pluviometria acumulada até o momento é de 41,7 milímetros, o que representa cerca de 32,4% das chuvas esperadas para o mês interior. A média histórica é de 128,5 mm. A última vez que o Cantareira teve aumento da água represada foi em 4 de outubro, quando o sistema passou de 16,6% para 16,7%. Na ocasião, havia chovido 11,8 mm no dia anterior. 

O índice negativo do Cantareira, que passou a ser divulgado após decisão judicial, aponta os reservatórios com 0,1 ponto porcentual a menos do que no dia anterior. Segundo o dado, o sistema está com - 12,9%, ante - 12,8% na segunda-feira, 12. Já de acordo com o terceiro índice, o manancial ficou estável em 12,7%. 

Outros mananciais. Atual responsável por abastecer o maior número de clientes da Sabesp (5,8 milhões), o Guarapiranga sofreu sua nona queda consecutiva e opera com 77,3%. O índice é 0,1 ponto porcentual menor comparado ao dia anterior, quando estava com 77,4%.

Em pior situação, o Alto Tietê caiu 0,1 ponto pelo quinto dia. Com a baixa, o volume acumulado de água chegou a 14,9%, contra 15% no dia anterior. O índice já considera um volume morto acrescentado ao cálculo no ano passado.

Proporcionalmente, o Rio Claro foi quem sofreu a maior variação negativa, de 0,3 ponto porcentual. O sistema opera com 58,8%, de acordo com a Sabesp. No dia anterior, o índice era de 56,1%.

O Rio Grande e o Alto Cotia ficaram estáveis em 86,3% e 60%, respectivamente. 

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