Miguel Schincariol/AFP
Miguel Schincariol/AFP

Cantareira volta a cair e outros três mananciais também têm queda

Principal reservatório de São Paulo caiu de 7% para 6,9%; Alto Tietê, Rio Grande e Rio Claro também desceram

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

18 Dezembro 2014 | 09h17

SÃO PAULO - Após mais um dia sem chuvas, o nível do Sistema Cantareira voltou a cair 0,1 ponto porcentual nesta quinta-feira, 18, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Outros três mananciais que abastecem a capital e Grande São Paulo também registraram queda no volume armazenado de água.

Responsável por atender 6,5 milhões de pessoas, o Cantareira opera com 6,9% da sua capacidade, já levando em conta a segunda cota do volume morto, com 105 bilhões de litros. No dia anterior, o reservatório estava com 7%.

O manancial se manteve estável pela última vez há exatamente uma semana, quando estava com 7,6% e havia chovido 18,1 milímetros sobre a região. Segundo dados da Sabesp, a pluviometria acumulada neste mês é de apenas 41,2 milímetros, ou 18,65% da média histórica de dezembro.

Desde que a segunda cota do volume morto entrou no cálculo da companhia, no dia 24 de outubro, o sistema já reduziu quase à metade da capacidade, tendo perdido 6,7 pontos porcentuais.

Outros mananciais. Também sem registrar chuvas, o Alto Tietê, que abastece 4,5 milhões de habitantes, sofreu queda de 0,1 ponto porcentual. Nesta quinta, o reservatório opera com 10,5% da capacidade, ante 10,6% do dia anterior.

No último domingo, 14, o Alto Tietê recebeu seu primeiro volume morto, com 39,4 bilhões de litros. Antes de a cota ser adicionada, o reservatório estava com 4,1%, o menor nível já registrada desde a sua construção na década de 1990.

Os sistemas Rio Grande e Rio Claro também registraram queda de 0,3 ponto porcentual e estão, respectivamente, com 64,9% e 27,8% da capacidade.

Por sua vez, o Guarapiranga, responsável por abastecer 4,9 milhões de pessoas, se manteve estável com 35,9%, mesmo sem ter registrado chuvas sobre a região. Já o Alto Cotia - o menor dos mananciais, que atende 410 mil pessoas - foi o único a registrar aumento no volume de água, subindo de 30,3% para 30,4%.

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