Denis Cappellin/Flickr
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Cantareira volta a cair e completa 10 dias sem aumento de volume

Nível do sistema, que opera com 16,3% da capacidade, segundo índice tradicional, subiu pela última vez no dia 4 de outubro 

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

14 de outubro de 2015 | 09h27

SÃO PAULO - Considerado o principal sistema hídrico de São Paulo, o Cantareira voltou a registrar queda nesta quarta-feira, 14, e completou dez dias sem qualquer aumento no volume armazenado de água, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Outros três mananciais, entre eles o Alto Tietê, também sofreram baixa.

Responsável por atender 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira perdeu 0,1 ponto porcentual do volume de água represada e opera com 16,3% da capacidade, de acordo com índice tradicionalmente divulgado pela Sabesp. No dia anterior, o nível estava em 16,4%. Esse número considera duas cotas de volume morto, adicionadas no ano passado, como se fossem volume útil do sistema.

Nesta quarta, a região do manancial voltou a registrar chuva, ainda que discretamente - o que não acontecia há dois dias. A pluviometria nas últimas 24 horas foi de 2 milímetros. Já o valor acumulado ao longo do mês está em 43,7 mm, o que representa cerca de 34% de todo o volume esperado para outubro. A média histórica é de 128,5 mm.

A estiagem dos últimos dias tem dificultado a recuperação do manancial. A última vez que o Cantareira teve aumento da água represada foi em 4 de outubro, quando o sistema passou de 16,6% para 16,7%. Na ocasião, havia chovido 11,8 mm no dia anterior.

O índice negativo do Cantareira, que passou a ser divulgado após decisão judicial, também aponta os reservatórios com 0,1 ponto porcentual a menos do que no dia anterior. Segundo o dado, o sistema está com - 13%, ante - 12,9% na terça-feira. A mesma variação foi registrada no terceiro índice, que desce de 12,7% para 12,6%. 

Outros mananciais. O Guarapiranga, atual responsável por abastecer o maior número de clientes da Sabesp (5,8 milhões), voltou a se manter estável após nove quedas consecutivas. Os reservatórios que compõem o sistema operam com 77,3% da capacidade, mesmo índice do dia anterior.

Em pior situação, o Alto Tietê teve queda de 0,2 ponto: a sexta seguida. Com a baixa, o volume acumulado de água chegou a 14,7%, contra 14,9% no dia anterior. O índice já considera um volume morto acrescentado ao cálculo no ano passado.

Proporcionalmente, o Rio Claro foi quem sofreu a maior variação negativa, de 0,3 ponto porcentual. O sistema opera com 55,5%, de acordo com a Sabesp. No dia anterior, o índice era de 55,8%. O Rio Grande também caiu: de 86,3% para 86,2%. Já o Alto Cotia se manteve em 60% pelo terceiro dia. 

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