Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Cantareira vai 'subir' 10,7 pontos com 2ª reserva, diz Sabesp

Companhia pediu aos órgãos reguladores do manancial para captar uma segunda cota de 106 bilhões de litros do volume morto, mas ainda não obteve autorização; primeira cota deve acabar em novembro

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

22 Setembro 2014 | 16h38

Corrigida às 18h35

SÃO PAULO - A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) anunciou nesta segunda-feira, 22, que o nível do Sistema Cantareira vai subir 10,7 pontos porcentuais com o uso da segunda cota do volume morto do manancial. Conforme o Estado antecipou em agosto, a empresa pediu autorização para utilizar mais 106 bilhões de litros da reserva profunda das represas, mas a solicitação ainda não foi aprovada pelos órgãos reguladores do sistema. 

Nesta segunda, o Cantareira está com 8% da capacidade, segundo a companhia, o menor patamar da história do manancial, concluído no início da década de 1980. Se a incorporação dessa segunda cota do volume morto ocorresse hoje, o índice subiria para 18,7%. Há cerca de três meses, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que não usaria mais água do volume morto, que tem cerca de 480 bilhões de litros. 


Segundo a Sabesp, a obra para retirada da água profunda dos reservatórios já está pronta e a reserva "somente será utilizada se houver necessidade". Conforme o Estado antecipou, o pedido para usar mais 106 bilhões de litros do volume morto da Represa Jacareí, em Joanópolis, foi feito em agosto, mas ainda não foi autorizado pelos órgãos gestores do sistema, a Agencia Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE).

Quando incorporou a primeira cota do volume morto do Cantareira, de 182,5 bilhões de litros, no dia 15 de maio, o manancial estava com 8,2% da capacidade. A partir do acréscimo da reserva profunda, a Sabesp informou que o nível do sistema havia subido para 26,7% da capacidade. Ao custo inicial de R$ 80 milhões, o bombeamento dessa reserva começou, na prática, no dia 31 de maio.

Agora, a previsão, segundo especialistas, é de que essa primeira reserva acabe na primeira quinzena de novembro. Segundo a Sabesp, a segunda cota, somada às transferências de água de outros sistemas para regiões atendidas pelo Cantareira e a economia de água pela população, garante o abastecimento, "no mínimo, até março de 2015", mesmo "na remota hipótese de não chover uma gota na próxima estação chuvosa", que começa em outubro.

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