CRISE HÍDRICA; CANTAREIRA
CRISE HÍDRICA; CANTAREIRA

Cantareira tem 4ª queda de volume de água no mês de maio

Nível do reservatório recuou 0,1 ponto porcentual; neste ano, represa chegou a ficar 85 dias sem baixa

O Estado de S. Paulo

10 de maio de 2015 | 10h28

SÃO PAULO - O Sistema Cantareira teve sua quarta perda de volume no mês de maio neste domingo, 10. O reservatório perdeu 0,1 ponto porcentual e tem agora 19,5% de água armazenada. As informações são da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

O Cantareira, que abastece a Grande São Paulo, chegou a ficar 85 dias sem queda, mas registrou perda de volume em 28 de abril, pela primeira vez desde fevereiro. Esse índice, tradicionalmente divulgado pela Sabesp, considera duas cotas de volume morto, uma de 182,5 bilhões de litros de água e outra de 105 bilhões de litros, adicionadas no ano passado.

Segundo o cálculo que considera o volume negativa da represa, que passou a ser divulgado pela Sabesp em abril após ordem da Justiça, o nível está em -9,7%. Pelo terceiro índice, o manancial opera com 15,1% de sua capacidade. No terceiro conceito, o volume armazenado é dividido pelo volume útil somado às duas cotas da reserva técnica.

Até agora, choveu apenas 8,7% da média para o mês de maio. Foram registrados 6,8 milímetros de pluviometria - de 78,2 milímetros esperados, de acordo com a Sabesp.

Outros mananciais. Os sistemas Alto Cotia e Rio Claro foram os únicos que tiveram alta do nível de água neste domingo. No primeiro, a alta foi de 65,3% para 65,5%. Já no Rio Claro, o aumento registrado foi de 52,6% para 52,7%.

O Sistema Guarapiranga, que se tornou neste ano o manancial mais importante da Grande São Paulo, ficou estável. O mesmo aconteceu com os reservatórios do Alto Tietê e do Rio Grande.

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