Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Cantareira sobe e Guarapiranga bate expectativa de chuvas

Principal manancial opera com 17,3% da capacidade; já o sistema localizado na zona sul completa 11 dias de alta e está com 86,1%

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

12 Novembro 2015 | 10h35

SÃO PAULO - O nível do Cantareira, considerado o principal sistema hídrico de São Paulo, voltou a registrar aumento do volume armazenado de água, de acordo com relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), desta quinta-feira, 12. Já o Guarapiranga superou o volume de chuva esperado para o mês inteiro e completou 11 dias só com altas. Outros dois mananciais ficaram estáveis, e um caiu. 

A pluviometria do dia na região foi de 3,2 milímetros. Até o momento, o valor acumulado é de 77,6 mm - quase metade do volume esperado para o mês inteiro, de 160,4 mm. A última vez em que o Cantareira registrou queda no seu estoque foi no dia 26 de outubro. Na ocasião, o nível do sistema desceu 0,1 ponto, caindo de 15,7% para 15,6%. 

O índice negativo, que passou a ser divulgado após decisão judicial, também registrou alta de 0,1 ponto porcentual: de -12,1% para -12%. A mesma variação positiva aconteceu no terceiro índice de medição, que subiu de 13,3% para 13,4%.

Outros mananciais. O Guarapiranga, que atualmente abastece o maior número de paulistas (5,8 milhões), teve aumento de 0,2 ponto. O manancial está com 86,1% do volume de água represada, ante 85,9% no dia anterior.

A 11ª alta seguida acontece após o sistema superar a expectativa de chuva para novembro. Os 17,2 mm registrados nas últimas 24 horas fez a pluviometria do mês chegar a 133 mm em menos de duas semanas, enquanto a média histórica é de 123,8 mm.

Por sua vez, o Alto Cotia subiu 0,2 ponto porcentual e passou de 70,4% para 70,6%. Apesar de não ter chovido sobre a região nas últimas 24 horas, o manancial também já superou a expectativa de chuvas para o mês, com 128,2 mm acumulados.

Atravessando crise severa, o Alto Tietê ficou estável pelo segundo dia seguido. O sistema está com 15,3% da capacidade, mesmo índice dos dois dias anteriores. Esse cálculo leva em conta um volume morto, acrescentado no ano passado. O Rio Grande também não teve variação e continua com 92,4% pelo segundo dia.

Já o Rio Claro foi o único a registrar perda de água represada. O nível do sistema caiu 0,3 ponto porcentual e está com 58,3%. No dia anterior, o índice era de 58,6%.

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