Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Cantareira sobe e atinge marca do segundo volume morto

Dados da Sabesp revelam que agora sistema tem 13,7% de sua capacidade, praticamente a mesma quantidade de outubro de 2014

Felipe Resk e Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

11 de março de 2015 | 09h00

Atualizada às 10h18.

SÃO PAULO - O volume de água do Sistema Cantareira, que abastece cerca de 6,5 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo, apresentou alta nesta quarta-feira, 11, atingindo a marca de 13,7% de sua capacidade de reservação. Foi um aumento de 0,4 ponto porcentual. Desta forma, o reservatório passa a ter praticamente a mesma quantidade de água de quando a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) acrescentou a segunda cota de volume morto ao cálculo, em 24 de outubro de 2014.

Naquela época, o governo do Estado anunciou que 105 bilhões de litros da chamada segunda "reserva técnica" haviam sido adicionados ao manancial, que, então, contava com apenas 3% de sua cota normal -- já acrescida do primeiro volume morte, que passou a ser captada cinco meses antes. O segundo acréscimo fez a reservação atingir 13,6%.

Os dados da Sabesp indicam que entre terça-feira, 10, e quarta-feira a pluviometria acumulada da região do Cantareira foi de 26,6 milímetros, o que corresponde a quase 20% de toda a chuva esperada para março, que é de 178 mm. Até agora, já choveu 127,1 mm na área.

Todos os outros cinco grandes sistemas de abastecimento hídrico da Grande São Paulo também tiveram alta. O Guarapiranga, que passou de 70,4% de sua capacidade de reserva para 71,6% no período, foi o que mais cresceu. Em seguida, está o Alto Cotia, que elevou-se para 52,3%. Na terça-feira, o volume era de 51,4%.

Os Sistemas Alto Tietê e Rio Grande tiveram acréscimo de 0,3 ponto porcentual de água entre um dia e outro, subindo, respectivamente, de 19,9% para 20,2%, e de 92,4% para 92,7%. Já o Sistema Rio Claro aumentou 0,2 ponto percentual, atingindo o patamar de 39,8%.

Apesar do aumento da quantidade de água acumulada nos reservatórios que abastecem a Região Metropolitana, a crise hídrica ainda está longe do fim. A situação pode se agravar após o fim de março, quando a quantidade de chuvas deve diminuir consideravelmente na região.

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