Tiago Queiroz/Estadão
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Cantareira registra chuva abaixo da média pelo 4º mês seguido

Ao longo de julho, o sistema perdeu 1,2 ponto do seu volume armazenado de água e opera com 18,7% da capacidade

Camila Santos, Especial para o Estado

31 Julho 2015 | 10h26

SÃO PAULO - Pelo quarto mês consecutivo, o Sistema Cantareira, considerado o principal manancial de São Paulo, recebeu menos chuvas do que o previsto. Segundo dados divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o volume armazenado nos últimos 31 dias chegou a 43,9 milímetros, o que representa 87,8% da média histórica para o período. Em junho, maio e abril a pluviometria também ficou abaixo da expectativa.

Responsável por atender 5,4 milhões de pessoas na capital e na Grande São Paulo, o conjunto de represas teve queda de 0,1 ponto porcentual nesta sexta-feira, 31, e opera com 18,7% da capacidade, ante 18,8% no dia anterior. Sobre a região, não choveu nas últimas 24 horas. Este indicador considera duas cotas de volume morto, de 182,5 bilhões de litros de água e de 105 bilhões, adicionadas no ano passado.

Ao longo do mês, o Cantareira perdeu 1,2 ponto porcentual. No dia 30 de junho, os reservatórios estavam com 19,9% do volume de água represada. Considerando todo o período, o sistema registrou alta apenas uma vez, no dia 27, quando subiu de 18,8% para 18,9%.

Já o índice negativo do sistema, que calcula o volume armazenado menos a reserva técnica pelo volume útil, se manteve estável em -10,5%. O terceiro conceito também não sofreu alterações e permaneceu em 14,5%. Este cálculo divide o volume armazenado pelo volume total de água. 

Outros mananciais. Assim como o Cantareira, o Sistema Rio Claro não atingiu a média pluviométrica para julho e acumulou 90,6 milímetros de água. Nas últimas 24 horas, o manancial caiu de 72% para 71,9%. 

O Sistema Guarapiranga, que abastece 5,8 milhões de pessoas, caiu pelo quarto dia seguido, passando de 76,5% para 76,4%. Por outro lado, a pluviometria do mês, que continua em 88,4 milímetros, supera o total previsto para julho, que é de 42,1 milímetros.

O Alto Tietê teve queda de 0,1 ponto porcentual e está em 18,3%, com pluviometria acumulada de 57,4 milímetros. A média para julho é de 49,4 milímetros. O manancial opera com auxílio de um volume morte de 39,4 bilhões de litros de água.

O Sistema Rio Grande também recebeu mais chuvas do que o esperado e fechou o mês com 68,4 milímetros, enquanto a média histórica é de 56,5 milímetros. O nível do manancial, no entanto, caiu de 89,6% para 89,5% nesta sexta-feira. 

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