NILTON FUKUDA/Estadão
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Cantareira perde 47 bilhões de litros em 30 dias e cai para 19,6%

Sabesp já retirou 23% dos 182,5 bilhões de litros do chamado 'volume morto' do principal sistema de abastecimento de água da Grande São Paulo

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

05 de julho de 2014 | 13h13

SÃO PAULO - Com déficit de 47 bilhões de litros em um mês, o nível do Sistema Cantareira caiu para 19,6% da capacidade neste sábado, 5, já considerando o chamado “volume morto” das represas. Desde o dia 16 de maio, quando a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) começou a contabilizar o acréscimo de 182,5 bilhões de litros da reserva profunda, o principal manancial paulista já perdeu 7,1 pontos porcentuais no nível de armazenamento. 

Até agora, a concessionária já retirou 41,7 bilhões de litros do "volume morto", ou 23% do total. Segundo estimativa feita pela própria Sabesp, se a quantidade de água que chegar ao Cantareira nos próximos meses for igual a 50% das mínimas históricas registradas no sistema, a reserva profunda pode acabar no dia 27 de outubro. Em junho, por exemplo, a vazão afluente ao manancial foi 53,8% menor que a pior da história para o mês. Nesses cinco primeiros dias de julho, o índice está 78,6% abaixo da vazão mais baixa já registrada em 84 anos.

Apesar do cenário crítico, a Sabesp afirma que o abastecimento de água na Grande São Paulo está garantido até março de 2015 sem precisar adotar o racionamento de água generalizado. Segundo a empresa, isso será possível graças à redução de 34% no volume de água retirado do Cantareira obtida com a economia feita pela população, redução de pressão na rede durante a noite e a reversão de água de outros sistemas para bairros da capital que eram atendidos pelo manancial em crise de estiagem.  

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