Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Cantareira fica estável e Guarapiranga acumula 20 dias de queda

Represa localizada na zona sul da capital paulista vai produzir mais 1 mil litros de água por segundo com tecnologia de membranas

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

08 Junho 2015 | 09h31

SÃO PAULO - O Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de 5,2 milhões de habitantes da Grande São Paulo, manteve o níve de água estável em 20,2% - com 198,3 bilhões de litros de água - pelo terceiro dia consecutivo, segundo o relatório desta segunda-feira, 8, da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Enquanto isso, a Represa Guarapiranga, que ultrapassou o Cantareira na quantidade de pessoas atendidas - 5,6 milhões -, acumula 20 dias de queda. De acordo com o relatório da Sabesp, a represa perdeu 0,2 ponto porcentual, atingindo 78,6%.

Com uma capacidade menor de reservação de água, quase sete vezes menor do que o Sistema Cantareira, a represa localizada na zona sul de São Paulo vai produzir ainda mais água para atender bairros abastecidos pelo maior reservatório do Estado. 

Nesta segunda-feira, 8, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) participa de um evento na Estação de Tratamento de Água (ETA) Alto da Boa Vista, em Santo Amaro, também na zona sul, que marca o início da instalação de membranas filtrantes na unidade da Sabesp responsável por purificar a água da Guarapiranga. O governo já havia entregue a tecnologia no ano passado, aumentando para 15 mil litros por segundo a produção de água da represa.

Com a nova etapa, a produção de água pode chegar a mil litros por segundo. Para se ter uma ideia da importância da represa, nesta segunda-feira, ainda de acordo com a Sabesp, o Sistema Cantareira está produzindo 13,1 mil litros de água por segundo. 

Outros mananciais. Dos seis mananciais operados pela Sabesp, cinco deles perderam água, segundo a companhia. O Sistema Alto Tietê, que assim como o Cantareira também utiliza água do volume morto, perdeu 0,1 ponto porcentual, atingindo a marca de 21,6% da capacidade. O Alto Cotia passou de 66,8% para 66,6%; o Rio Grande caiu de 92% para 917%; e o Sistema Rio Claro foi de 55,6% para 55,3%. 

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