Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Cantareira fica estável e completa uma semana sem registrar aumento

Nível do sistema permanece em 16,5%, segundo a Sabesp; Guarapiranga chegou à 7ª queda seguida e está com 77,7%

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

11 de outubro de 2015 | 13h29

SÃO PAULO - O nível do Cantareira, considerado o principal sistema hídrico de São Paulo, manteve-se estável pelo segundo dia seguido e o manancial completou uma semana sem aumento de água represada, segundo relatório publicado neste domingo, 11, pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O Rio Grande e Alto Cotia também não sofreram alteração. Já o Alto Tietê, Guarapiranga e Rio Claro registraram mais uma vez perda de volume armazenado de água.

De acordo com o dado tradicionalmente divulgado pela Sabesp, que considera duas cotas de volume morto como volume útil do sistema, o Cantareira opera com 16,5% da capacidade. O índice é o mesmo dos dois dias anteriores. A última vez que o sistema registrou alta, no entanto, foi no domingo passado, 4, quando subiu de 16,6% para 16,7%. 

Enfrentando estiagem durante a semana, o Cantareira voltou a receber chuva nas últimas 24 horas, mas em pequeno volume: a pluviometria do dia na região foi de  0,1 milímetro. Por sua vez, o valor acumulado em outubro é de 41,7 mm, o que representa cerca de 32,4% das chuvas esperadas para o mês inteiro. A média histórica é de 128,5 mm. 

No índice negativo do sistema, que passou a ser informado após decisão judicial, o Cantareira também se manteve estável com - 12,8% da capacidade. Já de acordo com o terceiro índice, os reservatórios tiveram baixa de 0,1 ponto porcentual, caindo de 12,8% para 12,7%.

Outros mananciais. Atual responsável por abastecer o maior número de clientes da Sabesp (5,8 milhões), o Guarapiranga sofreu sua sétima queda consecutiva e opera com 77,7%. O índice é 0,2 ponto porcentual menor comparado ao dia anterior, quando estava com 77,9%.

Em pior situação, o Alto Tietê caiu 0,1 ponto pelo terceiro dia. Com a baixa, o volume acumulado de água chegou a 15,1%, contra 15,2% no dia anterior. O índice já considera um volume morto acrescentado no ano passado.

Proporcionalmente, o Rio Claro foi quem sofreu a maior variação negativa, de 0,3 ponto porcentual. O sistema opera com 56,4%, de acordo com a Sabesp. No dia anterior, o índice era de 56,7%.

O Rio Grande e o Alto Cotia ficaram estáveis em 86,5% e 60,1%, respectivamente. 

Tudo o que sabemos sobre:
Crise da ÁguaSabespSão Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.