Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Cantareira e outros sistemas ficam estáveis

Principal manancial de São Paulo chega ao 82º dia sem cair; Alto Cotia e Rio Claro têm aumento no volume de água armazenada

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

24 Abril 2015 | 09h45

SÃO PAULO - O Sistema Cantareira, que fornece água para cerca de 8 milhões na Grande São Paulo, ficou estável pelo 4º dia seguido. O nível do manancial, divulgado diariamente pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), ficou em -9,2% - é o 82º dia sem registrar queda. Nenhum dos mananciais registrou queda.

A Sabesp passou a publicar o nível do volume negativo (que opera apenas com o chamado volume morto) após determinação da Justiça. A liminar que obriga a companhia a dar esta informação foi concedida em 16 de abril pelo juiz Evandro Carlos de Oliveira, da 7ª Vara de Fazenda Pública, a partir de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPE) no dia 10 de abril.

O nível também é estável se for considerado o conceito antigo de divulgação da Sabesp: 20,1%. Em um terceiro conceito, que leva em conta o volume útil acrescido do volume de reserva técnica, o nível também ficou estável, em 15,5%.

Na prática, tanto a metodologia que deixa o manancial com 20,1% quanto o que mostra 15,5% consideram o mesmo volume de água armazenada. O que muda é a base de comparação. Na primeira, o porcentual é resultado da divisão do volume armazenado pelo volume útil, que desconsidera o volume morto. Na segunda, é comparado ao volume total, que traz a capacidade do Cantareira incluindo os dois volumes mortos.

Outros mananciais. Os Sistemas Alto Tietê, Guarapiranga e Rio Grande ficaram estáveis, com 22,4%, 82,6% e 96% de seus volumes, respectivamente. Já o Alto Cotia e o Rio Claro registraram aumento, de 65,7% para 65,9% e de 46,5% para 46,7%, respectivamente.

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