Sebastião Moreira/EFE
Sebastião Moreira/EFE

Cantareira é o único a ficar estável e demais reservatórios caem

Mesmo com pouca chuva, sistema opera com 19,9% da capacidade pelo quarto dia seguido; índice negativo, porém, chega a -9,4% 

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

18 Junho 2015 | 09h21

SÃO PAULO - O Sistema Cantareira foi o único a se manter estável nesta quinta-feira, 18, segundo boletim da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp). É o terceiro dia que o principal manancial de São Paulo não tem variação de capacidade. Com pouca chuva registrada no último dia, todos os demais reservatórios sofreram baixa no volume armazenado de água.

Responsável por abastecer 5,4 milhões de pessoas na capital e Grande São Paulo, o Cantareira opera com 19,9% da sua capacidade total, mesmo índice dos três dias anteriores. Sobre a região, a pluviometria do dia foi de apenas 0,1 milímetro. As chuvas de junho têm ficado abaixo da média histórica: ao longo deste mês, choveu 22,2 mm. O número representa 63,2% do volume esperado para o período, caso a média de 1,95 mm ao dia estivesse se repetindo.

 

O cálculo tradicionalmente divulgado pela Sabesp considera conta duas cotas de volume morto, de 182,5 bilhões de litros de água e de 105 bilhões de litros, adicionadas no ano passado. Já de acordo com o segundo o cálculo, que leva em conta o índice negativo do sistema, o Cantareira sofreu queda, passando de -9,3% para -9,4%.

No terceiro conceito, o manancial também se manteve estável e opera com 15,4% da capacidade. Esse cálculo divide o volume armazenado no Cantareira pelo volume total (volume útil mais duas cotas de volume morto).

A última vez que o Cantareira teve aumento do volume represado de água foi no dia 5 de junho. Na ocasião, o nível dos seus reservatórios subiu 0,1 ponto porcentual, passando de 20,1% para 20,2%.

Outros mananciais. Há um mês sofrendo quedas consecutivas, o Sistema Guarapiranga, que hoje abastece o maior número de habitantes (5,8 milhões), teve nova baixa. O manancial reduziu a capacidade em 0,1 ponto porcentual e está com 76,4%, ante 76,5% no dia anterior. Não choveu sobre a região nas últimas 24 horas.

Os Sistemas Alto Tietê, Rio Grande e Rio Claro também caíram 0,1 ponto e estão com 20,5%, 89,5% e 54,9%, respectivamente. No caso do primeiro, o cálculo considera uma cota de volume morto de 39,4 bilhões de litros de água.

O menor dos mananciais, o Alto Cotia, foi quem sofreu a maior queda: 0,2 ponto porcentual. O volume armazenado de água no sistema chegou a 65%. No dia anterior, o índice era de 65,2%. 

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