Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Cantareira completa três semanas de quedas consecutivas

Reservatório voltou a perder 0,1 ponto porcentual, caindo de 8,3% para 8,2, nesta sexta-feira; três sistemas registraram aumento

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

05 Dezembro 2014 | 11h11

SÃO PAULO - O Sistema Cantareira completou nesta sexta-feira, 5, três semanas de queda consecutivas do volume armazenado de água, de acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O reservatório voltou a perder 0,1 ponto porcentual, caindo de 8,3% para 8,2%. O valor leva em conta os 105 bilhões de litros da segunda cota do volume morto.

Segundo a Sabesp, a pluviometria do dia foi de 1,9 milímetro sobre a região do Cantareira. Já o volume acumulado nos primeiros cinco dias do mês é de apenas 3,3 milímetros, que significam 1,35% da média histórica de dezembro.

O reservatório é responsável por abastecer 6,5 milhões em São Paulo. A última vez em que o sistema se manteve estável foi no dia 14 de novembro, quando estava com 10,8% da capacidade. Já última vez que a capacidade do Cantareira subiu - com exceção dos dias em que as reservas técnicas foram acrescentadas no cálculo - foi no dia 16 de abril. Na ocasião, o reservatório aumentou de 12% para 12,3% e havia chovido 27,1 milímetros.

O Sistema Alto Tietê, que atende 4,5 milhões de pessoas, também sofreu queda de 0,1 ponto porcentual nesta sexta-feira. O reservatório opera com 5,1% da sua capacidade, ante 5,2% do dia anterior. Sobre a região, choveu 4,9 milímetros nas últimas 24 horas.

Aumento. Três reservatórios registraram aumento no nível de água. O maior deles, o Sistema Guarapiranga, que abastece 4,9 milhões de habitantes, subiu 0,1 ponto porcentual após 10,8 milímetros de chuva. Foi a primeira vez neste mês que choveu na região.

Os Sistemas Alto Cotia e Rio Grande também registraram aumento de 0,7 e 0,2 ponto porcentual, respectivamente. O nível do primeiro subiu de 29,2% para 29,9 %, enquanto o segundo foi de 62,7 % para 62,9%.

Rio Claro foi o único a se manter estável, 29,9% da capacidade, mesmo tendo chovido 20,8 milímetros.

Mais conteúdo sobre:
Sistema Cantareira crise hídrica

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.