Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Cantareira chega perto da média acumulada de chuvas para março

Outros quatro mananciais que abastecem a Grande São Paulo tiveram leve crescimento; em um deles, o nível armazenado caiu

O Estado de S. Paulo

20 de março de 2015 | 09h05

SÃO PAULO - O nível do Sistema Cantareira, que abastece de água mais de 5 milhões de pessoas em São Paulo, registrou alta nesta sexta-feira, 20, na comparação com o dado de quinta-feira, 19. Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o reservatório contabiliza 0,2 ponto porcentual a mais do que no dia anterior, atingindo a marca de 16% de sua capacidade. Com isso, o sistema alcança o 14.º dia consecutivo de aumento.

Houve acúmulo de 6,4 milímetros de água da chuva no período, e o reservatório agora fica perto de atingir a média acumulada esperada para o mês de março, de 178 mm -- até agora, o sistema já tem 169,8 mm.

Conforme o novo cálculo adotado sobre o índice do manancial desde o início da semana, o Cantareira tem 12,4% de sua capacidade, 0,2 ponto percentual a mais do que na quinta-feira. Na prática, tanto a metodologia usada até agora, quanto a nova, consideram o mesmo volume de água armazenada: 150,6 bilhões de litros. O que muda é a base de comparação: o reservatório perde 3,4 pontos porcentuais em relação ao nível que a Sabesp divulgava antes.

Outros mananciais. Outros quatro dos cinco mananciais responsáveis pelo fornecimento hídrico em São Paulo também registraram alta. O que mais cresceu de um dia para o outro foi o Sistema Alto Cotia, cuja reserva subiu de 57,5% para 60,1%, uma alta de 2,6 pontos porcentuais.

Em seguida, está o Guarapiranga, onde a reserva subiu 1,3 ponto porcentual, de 78,2% para 79,5%. O Sistema Rio Claro passou a contabilizar 41%, ante 40,7% na quinta-feira. O Alto Tietê, por sua vez, subiu 0,2 ponto porcentual, elevando-se a 22,4%.

Já o Sistema Rio Grande caiu pelo segundo dia consecutivo, passando de 98% de reserva para 97,8%.

Apesar da elevação dos mananciais, é importante ressaltar que a região ainda enfrenta a pior crise hídrica de sua história. Por isso, a recomendação é para o uso racional e econômico da água.

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