Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Cantareira bate média de chuva para março e tem 15º alta seguida

Principal manancial de São Paulo opera com 16,3% da capacidade, segundo a Sabesp. De acordo com novo cálculo, nível é de 12,6%

Fernanda Guimarães e Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

21 Março 2015 | 10h14

Atualizada às 12h36

Após fortes chuvas, o nível do Sistema Cantareira, que abastece 6,5 milhões de pessoas na capital e Grande São Paulo, registrou a 15º alta consecutiva, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) deste sábado. O temporal também ajudou o manancial a superar a média histórica de chuva para março, dez dias antes do final do mês.

O volume armazenado de água nos reservatórios que compõem o sistema é de 16,3% - índice 0,3 ponto porcentual maior em relação ao dia anterior. Nas últimas 24 horas, a pluviometria registrada foi de 10,8 milímetros, o que fez com que o volume acumulado do mês saltasse para 180,6 milímetros. A média histórica de precipitação em março é de 178 mm.


Já conforme o novo cálculo da Sabesp, que passou a ser adotada nesta semana, o Cantareira tem 12,6% de sua capacidade, 0,2 ponto porcentual a mais do que na sexta-feira.

Na prática, tanto a antiga metodologia, quanto a nova, consideram o mesmo volume de água armazenada: 150,6 bilhões de litros. O que muda é a base de comparação. Antes, a divisão era feita entre o volume armazenado e o volume útil - que não considerava duas cotas do volume morto, adicionadas em maio e em outubro de 2014. Atualmente, esses dois volumes (de 182,5 bilhões de 105 bilhões de litros) passaram a ser considerados.

Outros mananciais. Todos os demais reservatórios também registraram aumento no volume armazenado de água. Mesmo tendo chovido pouco sobre a região no último dia, o Guarapiranga foi quem mais subiu: 2 pontos porcentuais. O manancial, que assim como o Cantareira também já superou a média histórica de chuva para março, opera neste sábado com 81,5% da capacidade, ante 79,5% no dia anterior.

Responsável por atender 4,5 milhões de pessoas, o Alto Tietê subiu 0,1 ponto porcentual e está com 22,5% da capacidade. Esse cálculo já leva em conta 39,4 bilhões de litros de volume morto.

Os sistemas Alto Cotia, Rio Grande e Rio Claro subiram 0,4, 0,2 e 0,1 ponto porcentual, respectivamente. O nível de água represada nos reservatórios é de 61,5%, 98% e 41,1%.

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