Clayton de Souza/Estadão
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Cantareira supera expectativa de chuva no mês e registra nova alta

Segundo a Sabesp, sistema opera com 18,5% da capacidade, ante 18,4% no dia anterior; Alto Tietê e Guarapiranga ficaram estáveis 

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

23 Novembro 2015 | 09h44

SÃO PAULO - Considerado o principal sistema hídrico de São Paulo, o Cantareira ultrapassou nesta segunda-feira, 23, o volume de chuva esperado para o mês de novembro e registrou sua sexta alta seguida, de acordo com relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Tanto o Alto Tietê quanto o Guarapiranga, que socorrem áreas atendidas pelo Cantareira antes da crise, ficaram estáveis. O Rio Claro foi o único a sofrer queda.

Responsável por abastecer 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira opera com 18,5% da capacidade: 0,1 ponto porcentual a mais comparado ao dia anterior, quando estava com 18,4%. Esse índice tradicionalmente divulgado pela Sabesp considera duas cotas de volume morto, adicionadas no ano passado, como se fossem volume útil do sistema.

Após registrar pluviometria de 10,2 milímetros nas últimas 24 horas, o manancial chegou a 165,4 mm no valor acumulado deste mês. A uma semana para o fim de novembro, o resultado já é superior às expectativas, visto que a média histórica é de 160,4 mm.

A última vez em que o Cantareira registrou queda no seu estoque foi no dia 26 de outubro. Na ocasião, o nível do sistema desceu 0,1 ponto, de 15,7% para 15,6%.

No índice negativo, que passou a ser divulgado após decisão judicial, o nível do Cantareira também subiu 0,1 ponto porcentual e está com - 10,8%, ante - 10,9% no domingo. Na terceira medição, o manancial registrou a mesma variação positiva e opera com 14,3%. No dia anterior, o índice era de 14,2%.

Outros mananciais. Atravessando crise severa, o Alto Tietê permanece com 15% do volume armazenado de água, índice semelhante ao dia anterior. Esse cálculo considera um volume morto, adicionado no ano passado. Neste mês, a pluviometria acumulada também já ultrapassou o esperado, com 150,3 mm registrados, ante 128,9 mm da média histórica.

Tendo recebido o dobro da chuva esperada para o mês, o Guarapiranga, atual responsável por abastecer o maior número de paulistas (5,8 milhões), também ficou estável. O manancial está com 88,1% do volume de água represada. Há dez dias o sistema não tem queda: a última vez foi no dia 13 de novembro, quando o nível desceu de 86,1% para 85,9%.

Tanto o Rio Grande quanto o Alto Cotia subiram 0,2 ponto porcentual e operam com 96,3% e 73,8%, respectivamente. Já o Rio Claro sofreu queda de 0,3 ponto e o volume armazenado no sistema desceu de 56,9% para 56,6%.

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