Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Cantando aos 'zés do Brasil', Mancha Verde abre 2º dia de carnaval em SP

Escola tem Viviane Araújo à frente da bateria, que relatou a ansiedade antes do desfile; outras sete agremiações passarão pelo Anhembi nesta noite

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2017 | 22h56
Atualizado 26 Fevereiro 2017 | 00h19

SÃO PAULO - Primeira escola a desfilar nesta segunda noite do carnaval de São Paulo, a Mancha Verde já está posicionada na concentração do sambódromo do Anhembi. O grupo tinha previsão de entrada na passarela do samba às 22h30, mas houve um atraso de dez minutos. Fantasiada de relicário e com uma peruca cacheada, a musa Viviane Araújo será a rainha de bateria da escola palmeirense, que vai homenagear no samba-enredo os Zés do Brasil. 

Para Viviane, a Mancha fará um trabalho muito forte no desfile deste ano. Ela negou estar nervosa e preferiu falar em "ansiedade". De volta à elite do carnaval paulistano, a escola promete encantar e festejar os 7 milhões de Josés do Brasil. A escola tem como intépreto oficial Fredy Viana, tem a bateria comandada pelo Mestre Maradona e, como primeiro casal de mestre sala e porta bandeira, tem Marcelo Luiz e Adriana Gomes.

Unidos do Peruche, Império de Casa Verde, Dragões da Real, Vai-vai, Nenê de Vila Matilde e Rosas de Ouro passarão pela avenida nesta noite. 

Homenagens. A Mancha Verde exaltou em fantasias e carros alegóricos o ator José Wilker, o diretor de teatro Zé Celso, o humorista Zé Bonitinho, o personagem Zé Carioca e ainda os botecos batizados de "Seu Zé" pelo País. Chacrinha também foi homenageado. 

Teve destaque uma ala que, em exaltação ao ator José Wilker, exibiu a placa com o famoso bordão "felomenal", em referência ao personagem Giovanni Improtta, interpretado por Wilker na novela Senhora do Destino. O ator morreu em 2014.

Um grupo desfilou fantasiado com a bandeira mineira, seguido por um carro alegórico com esculturas de capoeiristas. Na mesma ala, fantasias destacaram o fim da escravidão. 

O samba-enredo seguiu a tendência de escolas do primeiro dia, como a Tom Maior e a Unidos de Vila Maria, que cantaram a fé e a religiosidade. Conduzida pela rainha Viviane Araújo, a bateria da Mancha Verde desfilou de terço e cruz no peito.

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