'Cansei' pede policiamento para manifestação em SP

Ato em homenagem às vítimas do vôo 3054 da TAM será realizado em São Paulo e em Porto Alegre

Anne Warth, da AE, e Elder Ogliari, do Estadão,

16 de agosto de 2007 | 19h07

A Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional São Paulo (OAB-SP) informou que pediu a presença de policiais militares na praça da Sé, em São Paulo, onde será realizado, na sexta-feira, 17, um ato do Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, mais conhecido como "Cansei". O pedido feito pelo presidente do órgão, Luiz Flávio Borges D'Urso, à Segurança Pública do Estado, busca garantir a segurança da manifestação. Às 13 horas, os participantes farão um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do acidente aéreo do vôo 3054 da TAM, que vitimou 199 pessoas e completa um mês. Em seguida, haverá um culto ecumênico, com a presença de cinco representantes de diferentes religiões, e, por último, a execução do Hino Nacional, cantado por Ivete Sangalo e Agnaldo Rayol. Ao fim do ato, os líderes pretendem iniciar a segunda etapa do movimento, quando farão sugestões para solucionar os problemas apontados pela campanha.   Porto Alegre   O Movimento Cansei também fará um ato público seguido de um minuto de silêncio no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, na sexta. Os manifestantes vão se concentrar no saguão de embarque a partir das 12 horas. Às 12h30min, alguns oradores falarão sobre situações em que se sentiram agredidos pela inoperância ou morosidade do governo. Às 13 horas haverá um minuto de silêncio e logo depois a execução dos hinos nacional e do Rio Grande do Sul.   Na capital gaúcha, a manifestação é liderada pelo Instituto Liberdade, com apoio do Instituto de Estudos Empresariais, voltados ao debate e à propagação das idéias liberais, e do Movimento Luto Brasil, formado por pessoas inconformadas com a omissão das autoridades que decidiram protestar contra a corrupção, a impunidade, a violência e os altos impostos.   Os organizadores não fizeram previsões sobre o número de participantes, mas disseram que contam com a adesão de entidades empresariais, organizações não governamentais, estudantes, trabalhadores e cidadãos preocupados com a crise ética e moral das instituições, a desorganização da administração pública, o descaso e o desrespeito à cidadania.   "A manifestação deve marcar o fim da inércia da sociedade em relação a coisas que estão acontecendo como corrupção, impunidade e violência", afirma o presidente do Instituto Liberdade, Ricardo Dornelles Chaves Barcelos, numa crítica tanto à falta de ação do governo quanto à passividade dos cidadãos que pagam impostos e não cobram boa gestão de seus representantes.   O presidente do Instituto de Estudos Empresariais, Giancarlo Mandelli, destaca que o movimento é civil, desvinculado de partidos políticos e aberto a todos os cidadãos dispostos a exigir soluções para os problemas do País, inclusive a elite, que "também tem o direito de se indignar e de querer um Brasil melhor".

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