Canibais acusados de matar mais 5 mulheres

Polícia já tem o prenome das vítimas: quatro de Pernambuco e outra que teria sido assassinada na Paraíba

ANGELA LACERDA/ RECIFE, O Estado de S.Paulo

18 Abril 2012 | 03h05

A polícia pernambucana investiga outros cinco assassinatos que teriam sido cometidos pelo trio acusado de canibalismo preso em Garanhuns, Pernambuco. O diretor da Polícia Civil, Osvaldo Morais, afirmou que, além das duas mulheres mortas em Garanhuns e Olinda, são investigadas mais quatro mortes em Pernambuco e uma na Paraíba.

O trio é formado por Jorge Beltrão Negromonte Silveira, de 50 anos, sua mulher, Isabel Cristina Pires Silveira, de 50, e sua amante, Bruna Cristina Oliveira da Silva, de 25. Seguidores de uma seita chamada Cartel, eles comiam pedaços das vítimas para "purificação da alma". "Temos os prenomes das possíveis vítimas, todas mulheres", disse Morais. Cinco delegados trabalham no caso.

Empadas. Silveira e as duas mulheres atraíam as vítimas com promessas de bom salário. Elas confessaram ter esquartejado e enterrado os corpos de Alexandra Falcão da Silva, de 20 anos, e Giselly Helena da Silva, de 31, no quintal de casa, em Garanhuns. E guardado na geladeira coxas, nádegas, panturrilha e fígado das vítimas.

Isabel, que vendia salgadinhos nas ruas da cidade, ainda disse ter usado, em algumas ocasiões, carne das vítimas para rechear empadinhas.

Criança. A polícia ainda não localizou o corpo de Jéssica Camila da Silva Pereira, morta pelo trio em 2008. Jéssica tinha uma filha, hoje com 5 anos, que passou a ser criada por eles. Para evitar suspeitas, Bruna assumiu a identidade de Jéssica e se apresentava como mãe da menina, que também teria consumido carne humana e está sob cuidados do Conselho Tutelar.

Depois da divulgação da história, parentes de Jéssica se apresentaram à polícia e tiveram sangue coletado para exame de DNA, a fim de comprovar o parentesco.

A casa onde Jorge, Isabel e Bruna viviam foi saqueada e incendiada na semana passada - a família de Jorge teria rompido com ele depois que o faixa preta em caratê levou a amante para morar com ele e a mulher. Os presídios para onde os acusados foram levados são mantidos em segredo pela polícia, por questão de segurança.

Em 50 páginas chamadas de Revelações de um esquizofrênico, Silveira detalhou um dos crimes, disse ser perseguido por vozes e visões e ter obsessão por matar mulheres.

Gisele foi morta em 25 de fevereiro e Alexandra, em 12 de março. O trio foi localizado pela polícia depois de um deles usar o cartão de crédito de Alexandra.

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