Canadenses recorrem a mímicas para se deslocar pela cidade

Caminho mais fácil ainda é pelo metrô: "Por causa das cores das linhas e das legendas em inglês", diz Stephanie Dowcet

O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2012 | 03h07

"Obrigado", "por favor", "desculpa" e o refrão da música Eu Quero Tchu, Eu Quero Tcha. Acaba aí o repertório de palavras da língua portuguesa conhecidas pelas universitárias canadenses Stephanie Dowcet, de 24 anos, e Vanessa Blouin, 23, que passaram três dias em São Paulo na semana passada.

Nascidas em Montreal, elas falam inglês e francês. Nenhuma das línguas foi muito usada para entender as orientações dadas por pessoas que elas abordaram durante um passeio pelo centro histórico de São Paulo na quinta-feira. As turistas tiveram de recorrer a mímicas e adivinhações.

O roteiro começou no metrô. "Os mapas são fáceis de entender, por causa das cores das linhas e das legendas em inglês", disse Stephanie. Até baldeação elas fizeram sem pedir ajuda.

A primeira parada foi na Catedral da Sé. Um homem-placa ensinou o caminho até o Pátio do Colégio: "É atrás daquele carro. Carro!", gritou o rapaz, apontando para a rua e balançando os braços como se estivesse dirigindo.

No Viaduto do Chá, um grupo de cinco policiais militares mostrou, também com gestos, onde ficava o Teatro Municipal. "Eles não falam inglês, mas foram educados", avaliou Vanessa. Já um funcionário da recepção do teatro não foi tão solícito. "Ele falou muito rápido em português. Só entendi que está fechado hoje", disse.

Para chegar ao Mercado Municipal, as canadenses pegaram um táxi. Falar "Mercadão", mesmo com sotaque, foi o suficiente. O taxista fez o caminho mais rápido. Em um dos bares do mercado, foram atendidas em inglês por um garçom. "É a primeira vez que isso acontece nas nossas férias", admirou-se Stephanie - antes, estiveram no Ceará e no Rio de Janeiro.

Em espanhol. O mesmo garçom disse que elas poderiam comprar cachaça no box do Ramon. Vanessa perguntou a outro funcionário, em inglês, onde achava o tal Ramon. O homem não a entendeu direito e apontou para uma peça de presunto (jamón, em espanhol).

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