Campinas realiza Semana de Visibilidade do Profissional do Sexo

Intuito é discutir sobre direitos ao trabalho, à saúde e contra discriminação, segundo coordenadora do evento

Tatiana Fávaro, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2008 | 20h04

Ao menos 50 pessoas entre mulheres, travestis e homens profissionais do sexo em Campinas, a 95 quilômetros de São Paulo, se reuniram na tarde desta sexta-feira, 30, na Estação Cultura, no centro para o debate de abertura da 2ª Semana de Visibilidade do Profissional do Sexo. Realizado pela Associação das Mulheres Guerreiras de Campinas, o evento vai até quarta-feira e tem palestras, debates, peças e oficinas teatrais na programação. "Estamos aqui para discutir sobre o direito de trabalhar, o direito à saúde, a creches, e contra discriminação", afirmou a coordenadora da associação, Elaine Maria Esteves. Para abrir o encontro, a instituição organizou um debate com Gabriela Leite, ativista da ONG Davida - fundada no Rio em 1992 para orientar prostitutas sobre o direito à cidadania -, com a coordenadora do Programa DST/Aids de Campinas, Maria Cristina Feijó Januzzi Ilario, e com Luana de Jesus, representante da Associação de Travestis e Transexuais de Florianópolis (Abeh). De acordo com dados do Ministério da Saúde, a população brasileira de profissionais do sexo é formada em sua maioria por jovens com idades entre 20 e 29 anos, com poder aquisitivo entre um e quatro salários mínimos e com nível de escolaridade elementar - 1º grau incompleto. Não há um levantamento oficial sobre o número de profissionais do sexo em Campinas, mas segundo estimativa da Associação das Mulheres Guerreiras, ao menos 400 pessoas trabalham no ramo.

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