NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Campinas anuncia construção de 23 reservatórios de água

As atuais 67 reservas podem armazenar até 124 milhões de litros, suficientes para abastecer a população por oito horas; objetivo é chegar a 12 horas de autonomia no abastecimento na cidade

LUCAS SAMPAIO, Especial para o Estado

06 Fevereiro 2015 | 18h45

CAMPINAS - Terceira maior cidade de São Paulo, Campinas anunciou nesta sexta-feira, 6, a construção de 23 reservatórios de água para ampliar a capacidade de manter a população abastecida se voltar a ocorrer problemas na captação dos Rios Atibaia e Capivari, como foi registrado em 2014.

Os atuais 67 reservatórios têm capacidade de armazenar 124 milhões de litros, o suficiente para manter o 1,1 milhão de habitantes com água por apenas oito horas. Essa capacidade vai subir para nove horas e meia no próximo ano, quando cinco reservatórios ficarão prontos - até março, segundo a prefeitura. Depois, aumentará para 12 horas quando todos estiverem concluídos. Não há prazo para que isso ocorra.

O investimento de R$ 70 milhões foi anunciado pelo prefeito Jonas Donizette (PSB) para aumentar a segurança hídrica da cidade, pois a Sanasa (empresa de água e esgoto da cidade) não possui nenhuma grande represa e capta 95% da água que abastece a população diretamente do Atibaia, que está sob influência do Sistema Cantareira.

Em outubro, a baixa vazão dos rios e a péssima qualidade da água forçou a Sanasa a impor um rodízio no abastecimento que durou dez dias, afetando diariamente entre 20% e 50% da população. Em janeiro, foram estabelecidas regras para restringir a captação nos rios da região quando essas vazões chegarem novamente a níveis críticos.

Com o Cantareira em situação cada vez mais seco - o sistema opera com 5,4% de sua capacidade nesta sexta, incluindo as duas cotas do volume morto -, Campinas tenta evitar outro colapso no abastecimento da população, ou pelo menos minimizar seus efeitos.

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