Campinas admite rodízio de água em mais de cem bairros

Campinas admite rodízio de água em mais de cem bairros

Desabastecimento, segundo a Sanasa, atingirá 180 mil pessoas; em Itu, caminhões de água são escoltados contra saques

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2014 | 16h17

CAMPINAS - A Sanasa, empresa de abastecimento de Campinas, admitiu nesta quinta-feira, 16, o rodízio na distribuição de água. Mais de cem bairros abastecidos pelo sistema norte, que retira água do Rio Atibaia, ficarão sem água das 8 às 14 horas. O desabastecimento, segundo a empresa, atingirá 180 mil pessoas. Avaliação realizada de manhã mostrou que o rio está com excesso de poluentes e baixa concentração de oxigênio, comprometendo em 30% a captação.


Na noite desta quarta, a pedido do prefeito Jonas Donizette (PSB), o Departamento de Água de Jundiaí suspendeu a transposição do Rio Atibaia por três dias para melhorar a vazão e a qualidade da água no ponto de captação de Campinas. O volume, no entanto, só deve aumentar nesta sexta-feira. A expectativa é de que haja água para normalizar o abastecimento. A empresa colocou onze caminhões-pipa para atender as áreas desabastecidas. 

Itu. Caminhões-pipa que abastecem os bairros de Itu, na região de Sorocaba, estão sendo escoltados por viaturas da Guarda Civil Municipal para evitar saques. A cidade está sob racionamento há nove meses e algumas regiões chegam a ficar até 20 dias sem água nas torneiras. Houve casos de tumulto, depredação e saque da água quando os caminhões entraram nessas áreas. Os bairros críticos ficam na região do Pirapitingui, onde duas rodovias foram interditadas e um ônibus incendiado, durante protestos, no último domingo e na segunda-feira.

A prefeitura informou que a escolta ocorre desde terça-feira, 14, para os veículos que atendem os bairros onde ocorreram protestos violentos e abordagens dos caminhões-pipa. De acordo com a GCM, foram disponibilizadas sete viaturas e 16 homens para esse serviço. No bairro Cidade Nova, um dos mais afetados, moradores fazem filas em três bicas para encher galões. A água também é retirada com baldes do lago cedido pelo dono de uma chácara. Na cidade, circula um abaixo assinado pedido intervenção estadual no município.

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