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Campanha pede adoção de pet com deficiência

Bichinhos passam parte da vida em abrigos; nem sempre cuidado especial é necessário

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

06 Agosto 2016 | 03h00

Nos eventos de adoção de animais, os filhotes são os favoritos. Deficientes, adultos ou idosos e até bichos de cor preta costumam sobrar e passar boa parte de suas vidas aguardando um novo lar.

Mas uma iniciativa que busca donos para os animais rejeitados vai fazer uma ação neste domingo no evento Adote um Pet com Deficiência, que será realizado das 9 horas às 17 horas na Rua Fradique Coutinho, 380, em Pinheiros, na zona oeste.

“A ideia nasceu quando adotei uma cachorra amputada. Foi quando percebi o quanto é difícil as pessoas adotarem um animal com deficiência”, diz a empresária Livia Clozel, de 35 anos, idealizadora do projeto.

O evento é feito mensalmente em diferentes locais e, embora sejam levados entre dez e 20 animais por edição, apenas três a cinco costumam ser adotados. A ação tem apoio da ONG Apasfa (Associação de Proteção Animal São Francisco de Assis) e é organizada pela Luiz Proteção Animal.

“Muitos cães deficientes e especiais, que são os idosos e pretinhos, acabam passando a vida toda em um abrigo. As pessoas que adotam esses animais precisam saber que não necessariamente um animal deficiente vai precisar de ajuda o tempo todo e de remédios”, afirma Livia.

A securitária Regiane Maria Rosa, de 45 anos, adotou a vira-lata Tina em setembro do ano passado. Além de não ser mais um filhote, a cadela não tem uma das patas, que perdeu quando foi atropelada. Foi a primeira vez que Regiane adotou um bicho de estimação.

“Quando abri a porta da sala, vi as escadas, porque moro em um sobrado, e fiquei preocupada. No começo, ela ficava insegura para subir e descer. Agora, ela sobe sem problemas. É uma cachorra supernormal, pula e brinca do mesmo jeito que se tivesse as quatro patas. Acho que ela não tem noção de que tem três patas.”

Em junho do ano passado, a dona de casa Elizete Barbosa de Souza Pinto, de 52 anos, adotou Enzo, um cão da raça pug que é paraplégico. “Vi que teria tempo suficiente para levá-lo para fazer acupuntura, fisioterapia e todos os tratamentos necessários. Ele fez até tratamento com células-tronco.” Elizete diz que oferece todos os cuidados que o animal precisa. “Troco a fralda, cuido o tempo todo. Ele é muito carinhoso, companheiro, e tem uma cara que ninguém resiste.”

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, 33% dos animais para adoção que estão no Centro de Controle de Zoonoses têm algum tipo de deficiência, 85% são adultos ou idosos e 52% têm pelagem preta. Os mais procurados são filhotes de pelagem clara.

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