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Camiseta do pai teria vômito de Isabella, diz Jornal Nacional

Segundo a transcrição do depoimento dado à polícia, Alexandre não soube explicar o fato

da Redação, estadao.com.br

25 de abril de 2008 | 21h50

Detalhes inéditos dos depoimentos de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, exibidos pelo Jornal Nacional, da TV Globo, na noite desta sexta-feira, 25, mostram que haveria vômito na camiseta que o pai usava no dia da morte da criança, jogada do sexto andar do edifício onde morava.   Veja também: Justiça fecha espaço aéreo em torno do prédio de Isabella Até agora, só casal Nardoni é convocado para reconstituição Polícia insiste em bloqueio de espaço aéreo na reconstituição 'Há mais que indícios' contra o casal Nardoni, diz promotor Fotos do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso  Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella     Segundo a reportagem exibida pela emissora, que teve acesso à transcrição dos depoimentos, Nardoni disse não ter explicação para o fato quando foi confrontado com informação obtida através das perícias. Segundo a reportagem, Nardoni afirmou nunca ter visto a filha vomitando. A reportagem mostrou - citando a transcrição dos depoimentos - que Alexandre e Anna não souberam explicar a presença de sangue da menina no calçado da madrasta, no carro e no apartamento.   De acordo com os laudos da perícia, o vômito foi resultado da asfixia, devido a esganadura que Isabella sofreu, como uma resposta do organismo da garota.   No depoimento à policia, Alexandre disse que, ao retornar ao apartamento na noite da morte, só havia visto marcas de sangue no lençol, no quarto dos seus filhos e na tela de proteção da janela de onde Isabella foi arremessada. Ao ser questionado sobre os vestígios de sangue da garota - que foram limpados - , encontrados com ajuda de um reagente químico no chão da sala e no sofá, o pai da menina afirmou que não viu e não foi ele que tentou limpar as marcas.   Ainda segundo informações da transcrição dos depoimentos, a reportagem diz que Alexandre não soube explicar como os vestígios da tela de proteção do quarto de onde Isabella foi arremessada ficaram presas na camiseta dele.   Além disso, o pai da garota contou, na segunda vez que compareceu à delegacia, que o tempo entre a sua descida para buscar a mulher e os dois filhos e subir novamente ao apartamento foi de 19 minutos, quase cinco vezes mais do que ele havia afirmado no primeiro depoimento. E, de acordo com a reportagem, a polícia já sabia, através da análise do rastreador do veículo, que o tempo entre este momento e a primeira ligação aos bombeiros foi de 13 minutos, tempo este que Alexandre não admitiu em depoimento.   Madrasta   Sobre o sangue de Isabella encontrado sobre seu sapato, as transcrições do depoimento apresentado pela reportagem informa que Anna Jatobá afirmou que isso nunca poderia acontecer já que, quando chegou ao apartamento no Edifício London, tirou o calçado que usava e deixou na cozinha, saindo descalça do apartamento. Ainda de acordo com as transcrições do depoimento da madrasta, os sapatos apreendidos pela perícia estavam na casa de seus pais, em Guarulhos, e que ela não os usava há anos.   Anna Jatobá, assim como Alexandre, não viu a garota vomitar e não sabe como a marca poderia estar na camiseta do marido, de acordo com o depoimento. Ela também negou, segundo a transcrição do documento, ter limpado as manchas de sangue no apartamento.

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