Clayton de Souza/AE
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Camisa Verde e Branco vai para o jogo de olho na elite

Escola tradicional de São Paulo tenta retornar ao Grupo Especial com enredo sobre os jogos

Leandro Calixto - Jornal da Tarde,

05 Fevereiro 2010 | 15h36

SÃO PAULO - Nove vezes campeã do carnaval de São Paulo, a tradicionalíssima Camisa Verde e Branco aposta na força de sua comunidade para voltar ao Grupo Especial em 2011. Nos últimos anos, a escola subiu e desceu três vezes para a 'segunda divisão' do carnaval paulistano.

 

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"Somente os nossos integrantes poderão tirar a escola de onde ela está e deixá-la no seu devido lugar. Confio no ‘samba pé no chão’ de quem é Verde e Branco para voltamos à elite", afirma o presidente da Camisa, Delson Ribeiro, o Maninho. Ele pretende deixar o comando da escola assim que o carnaval terminar. "Seria o final de meus sonhos. Deixar minha agremiação no grupo especial de novo", afirma.

 

Para esse carnaval, a escola vem com o enredo Tô no jogo, me respeite. "Vamos falar das várias fases do jogo, desde a sua criação na Grécia Antiga, passando pelos jogos da infância até chegarmos nos jogos considerados de azar como loteria, jóquei, bicho, entre outros", afirma o carnavalesco da escola, Armando Barbosa.

 

A Camisa investiu mais de R$ 600 mil para produzir seu desfile. "Vai ser uma disputa de cachorro grande. Além de a gente, existem outras duas escolas grandes para disputar apenas duas vagas no Acesso", completa. Nenê de Vila Matilde e Unidos do Peruche - outras duas escolas supercampeãs do carnaval de São Paulo - também vão desfilar no Grupo de Acesso.

 

HISTÓRIA

 

Fundada por Inocêncio Tobias, o Mulata, em 1953, a Camisa é uma dissidência do Grêmio Recreativo Barra Funda, cordão criado pelo patriarca do samba de São Paulo, Dionísio Barbosa, em 1914. Nas décadas de 70 e 80, a escola disputou com a Vai-Vai a supremacia do carnaval de São Paulo. A partir da década de 90, a agremiação da Barra Funda começou a fase do vaivém do Grupo Especial. Mesmo assim, mantém viva uma legião de sambistas apaixonados pela escola.

 

Desde janeiro, a quadra da escola é um dos endereços mais disputados para quem gosta de samba em São Paulo. "Mesmo com todos os problemas, isso ninguém vai tirar da gente: somos conhecidos como um dos berços do samba", diz o presidente da Camisa, Maninho.

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