Caminhoneiros têm dez dias para fazer proposta à Prefeitura

Secretário Municipal de Transporte diz que aceita negociar com o setores de carga e comércio

Camilla Rigi, O Estado de S. Paulo

09 de abril de 2008 | 10h01

Os setores de carga e comércio que serão atingidos pelas novas restrições à circulação de caminhões na Cidade têm dez dias para apresentar à Secretaria Municipal de Transportes as medidas que serão adotadas para a implementação das mudanças e o prazo necessário. Além disso, a secretaria espera receber os pedidos de exceções. Na sexta-feira, o prefeito Gilberto Kassab oficializou a proposta de ampliar a área de restrição de circulação de caminhões de 25 para 100 km 2, abrangendo quase todo o Centro Expandido, com exceção das áreas da Zona Cerealista e do Pari. A proibição será das 5 às 21 horas. "Antecipamos que existe a possibilidade de exceções. Mas é para encaminhar as exceções do que é impossível", disse o secretário de Transportes, Alexandre de Moraes. Ele se reuniu na terça-feira, 8, com cerca de 30 representantes de empresas e associações dos setores de transporte e varejo para discutir as mudanças. Após a conversa, o secretário exemplificou algumas ações que poderiam ser tomadas na questão de transporte de material cirúrgico ou caminhões de mudanças. "Pode liberar uma hora a mais por dia, ou um dia por semana." No caso de mudanças, o secretário falou em autorizar o serviço das 10 às 16 horas para não descumprir a lei de silêncio. As novas regras de circulação ainda não têm data para entrar em vigor. De acordo com o secretário, após a publicação do decreto no Diário Oficial municipal haverá um prazo de 45 dias para adequação. Ontem, ele deveria apresentar ao prefeito o nome de algumas entidades que devem compor a comissão que avaliará as exceções.

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