Caminhoneiros deixam distribuidora no Ipiranga, mas somente sob escolta da PM

Ao garantir a segurança daqueles que querem trabalhar, a PM viabiliza o retorno gradual da distribuição na capital paulista e Grande SP

Ítalo Reis, Pedro da Rocha e Ricardo Valota, do estadão.com.br, atualizado às 6h05

07 Março 2012 | 19h38

SÃO PAULO - Como divulgado pelo Sindicato dos Transportadores de Rodoviários de Autônomos de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam-SP) em nota, na noite de quarta-feira, 7, os caminhoneiros que fazem o transporte de combustível voltaram ao trabalho na madrugada desta quinta-feira, mas somente sob escolta da Polícia Militar.

 

Durante a madrugada, 24 caminhões-tanque, todos escoltados, deixaram a distribuidora Raizen Combustíveis, localizada na Avenida Presidente Wilson, próximo ao nº 6.000, no Ipiranga, zona sul da capital, uma das principais do estado. Este centro presta serviço para a Shell e para a Esso. A expectativa é de que a partir das 8 horas, outros 30 caminhões, também escoltados, devem deixar a distribuidora.

 

Várias viaturas da Força Tática e da 2ª Companhia do 46º Batalhão estão em frente à distribuidora. Após uma reunião com dirigentes das entidades que representam os caminhoneiros, ficou combinado que os motoristas iriam cumprir a determinação judicial, mas que só sairiam os pátios no Ipiranga, na zona sul de São Paulo, e em Barueri, Guarulhos e São Caetano do Sul, na região metropolitana, com escolta. Para tanto, o Sindicam-SP protocolou um pedido formal no Comando Geral da PM.

 

O comunicado ainda afirma que viaturas do sindicato e das empresas, com claras identificações, vão auxiliar tanto caminhoneiros quanto policiais na distribuição de combustível pela cidade.

Em nota, a Polícia Militar do Estado de São Paulo informou que dará todo o apoio ao Sindicam-SP e aos trabalhadores.

 

"As escoltas continuarão como vem sendo feitas desde segunda-feira, em comum acordo com todos os segmentos dos canais de distribuição de combustível." O comunicado da PM afirma ainda que precisa da colaboração do sindicato e dos transportadores autônomos para evitar incidentes. "Temos certeza do comprometimento desses profissionais para com a sociedade paulista."

 

A categoria cruzou os braços em protesto contra a medida da Prefeitura de São Paulo que restringe a circulação de caminhões na Marginal do Tietê e outras 25 vias da cidade nos horários de pico. Como consequência, os postos da capital começaram a ficar sem combustível.

 

Na quarta-feira, 7, com o retorno do trabalho de alguns dos caminhoneiros autônomos, apenas dois milhões de litros, 5% do combustível que é vendido diariamente na capítal, foram deixados nos postos de gasolina.

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