Werther Santana/AE
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Caminhoneiros decidem retomar o abastecimento de combustível em SP

Categoria deve retornar ao trabalho nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

07 Março 2012 | 01h28

SÃO PAULO - Os caminhoneiros autônomos que paralisaram por quase 48 horas a distribuição de combustível na Região Metropolitana decidiram suspender o bloqueio nos centros de distribuição que atendem a capital. Eles devem retornar ao trabalho nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (7). A paralisação é um protesto contra a cobrança de multas aos caminhões que circularem pela Marginal do Tietê e em outras 25 vias da cidade nos horários de pico.

A decisão se deu após a categoria confirmar a decisão do juiz Emilio Migliano Neto, da 7ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, que concedeu medida liminar em favor da Prefeitura determinando que sindicatos acusados de promover ações para impedir a distribuição de combustível normalizassem o serviço. A multa em caso de descumprimento é de R$ 1 milhão por dia.

O Sindicato dos Transportadores Rodoviários de Bens Autônomos do Estado (Sindicam-SP), que só deve comentar a decisão nesta quarta-feira, decidiu não tentar achar formas de driblar a decisão da Justiça e iria distribuir cópias da decisão judicial para os associados ainda durante esta madrugada. A expectativa da entidade, no entanto, era ainda tentar encontrar canais de negociação com a Prefeitura para rever as restrições.

A ação judicial foi apresentada ao TJ no final da tarde de ontem e a decisão saiu por volta das 20 horas. Mas os sindicatos requeridos na ação disseram não terem sido notificados até o começo da madrugada.

Pelo menos cem postos, dos cerca de 2.000 existem na região metropolitana, estavam sem combustível até o começo da noite. Mas ainda não há previsão de quando a distribuição estará normalizada

Nesta quarta-feira, a Polícia Militar continua os serviços de escolta a caminhões-tanque que sairão dos centros de distribuição para garantir a entrega de combustível em serviços essenciais, como o transporte público e a coleta de lixo.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado (Setcesp) disse que só comentará a decisão da Justiça na manhã desta quarta. A entidade não apoiava oficialmente a greve, mas também havia sido citada na decisão judicial.

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