JB Neto/AE
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Caminhoneiro é morto por manobrar veículo em rua residencial de SP

Segundo moradora, as brigas são frequentes, pois os caminhões costumam usar a via como área de manobra e estacionamento; autor de disparo está foragido

Bruno Lupion, do estadão.com.br,

29 Outubro 2010 | 08h33

SÃO PAULO - Um morador de uma rua residencial da Vila Guilherme, zona norte de São Paulo, é suspeito de assassinar um motorista de caminhão após reclamar que ele manobrava em frente à sua casa na noite de quinta-feira, 28. O suposto criminoso é vigilante aposentado e fugiu após balear o motorista na cabeça e acertar de raspão outros dois funcionários da transportadora.

 

O crime ocorreu na esquina das ruas Nelson de Morais Lopes, onde fica a transportadora Expresso Sul Mato-grossense, e Euchário Rebouças de Carvalho, proibida para caminhões. Segundo uma moradora que pediu anonimato, os veículos de carga costumam usar a via residencial como área de manobra e estacionamento e as brigas são frequentes. "Já recorremos à polícia e à CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), mas não adianta, os caminhões continuam entrando na rua, arranhando os carros e destruindo as árvores", disse.

 

Na noite de quinta-feira, uma nova briga ocorreu. O morador Ivanildo Alves de Lima, 53 anos, se irritou com o motorista Pedro de Almeida, de 64, que manobrava o caminhão da Transportadora Crismara em frente ao seu sobrado por volta das 21 horas. A discussão evoluiu para xingamentos e o caminhoneiro foi tirar satisfações.

 

No meio do bate-boca, dois filhos de Ivanildo e dois funcionários da transportadora se aproximaram e houve quatro disparos. Uma bala acertou o Pedro na cabeça e outras duas atingiram os funcionários Roque Rinaldi Perro, 35, na mão, e Agnaldo Amaral Ribeiro, 46, no punho. O caminhoneiro morreu na hora e Ivanildo fugiu em seu Volkswagen Pointer verde.

 

As versões para o crime são conflitantes. A filha de Ivanildo, de 22 anos, disse que ela e seu irmão, de 14, foram agredidos por Pedro, o que levou seu pai a sacar a arma e atirar. Já Agnaldo e Roque afirmam que não houve ofensa física. O delegado do 9º Distrito Policial, onde o crime foi registrado, encaminhou os jovens ao Instituto Médico Legal para fazerem exame de corpo de delito.

 

Pedro morava em Fernandópolis, no interior do Estado, de onde havia acabado de chegar quando foi morto. Ivanildo está foragido e seus familiares disseram à polícia que não sabiam que ele tinha uma arma guardada em casa. Ele é procurado pelos crimes de homicídio doloso e tentativa de homicídio. Os dois funcionários da transportadora receberam atendimento no Hospital do Mandaqui e não correm risco de morte.

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