Lucas Baptista/AE
Lucas Baptista/AE

Caminhões interditam os acessos para o Porto de Santos

Motoristas fizeram bloqueios em vários pontos da cidade, onde só passavam carros e ambulâncias

José Maria Tomazela e Zuleide de Barros, O Estado de S. Paulo

01 de julho de 2013 | 23h40

Um grupo de caminhoneiros fechou na segunda-feira, 1, o acesso ao Porto de Santos, na altura da Alemoa, impedindo caminhões e carretas de chegarem ao viaduto que tem ligação direta com o cais. À tarde, os dois acessos ao maior porto da América Latina ficaram fechados.

Segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o Retão da Alemoa ficou parado, prejudicando o tráfego de caminhões com destino à margem direita do cais. Só quem entrou no complexo portuário pela manhã, antes da deflagração do movimento, conseguiu operar cargas. Mesmo assim, a chuva prejudicou a movimentação de grãos.

Também em Santos, um outro grupo de caminhoneiros queimou pneus e galhos de árvores no bairro do Valongo para impedir a passagem de caminhões. Somente carros de passeio e ambulâncias podiam transitar pela Avenida Mário Covas.

Já em Cubatão foi a ação policial que impediu o bloqueio de acessos ao Porto de Santos. O objetivo inicial do protesto era reivindicar melhorias para o Hospital Municipal, mas os cerca de 150 manifestantes resolveram seguir para a Cônego Domênico Rangoni, bloquear a estrada e impedir o acesso de caminhões à margem esquerda do Porto de Santos. A Polícia Militar usou balas de borracha para dispersar o grupo.

Por fim, no Guarujá, houve bloqueio na Rua do Adubo, que dá acesso à margem esquerda do porto e aos terminais portuários ali existentes. Além de reivindicar melhorias para a via, os líderes dos caminhoneiros também protestavam contra a nova forma de cobrança do pedágio, que vai provocar prejuízos para a categoria. Pela manhã, os caminhoneiros ainda pararam a praça de pedágio na Cônego Domênico Rangoni, nas proximidades da Rio-Santos. Às 23 horas, manifestantes continuavam a bloquear a Domênico Rangoni.

Interior. Ao todo, oito estradas paulistas tiveram paralisações, feitas por caminhoneiros e outros manifestantes. Caminhoneiros bloquearam as duas pistas da Rodovia Marechal Rondon (SP-300), no km 522, às 10h57. Os manifestantes, que pediam a redução na tarifa de pedágio, permitiam a passagem de veículos leves pelo acostamento. Em seguida, eles seguiram em comboio pela pista leste da rodovia, numa "operação tartaruga", rodando em baixa velocidade. No km 501, município de Glicério, houve nova parada com o fechamento das duas pistas. A pista só foi liberada por volta das 15h30.

Além da Rodovia Castelo Branco (SP-280), com as duas pistas bloqueadas por caminhoneiros, mais duas rodovias foram fechadas ontem no sudoeste paulista em protesto contra os pedágios. Manifestantes bloquearam a Rodovia João Melão (SP-255) por volta das 10 horas, no km 246, em Avaré. Um acordo com a Polícia Rodoviária Estadual garantiu a liberação da estrada a cada meia hora para dar vazão ao tráfego, seguida de bloqueio.

Enquanto isso, a Rodovia Francisco Pontes (SP-255) foi bloqueada pelos caminhoneiros na altura do km 198, no distrito de Gramadão, em Itapetininga, entre essa cidade e Capão Bonito.

As duas pistas foram fechadas por volta das 10h30. Alguns motoristas desviavam por estradas rurais, mas havia o risco de atoleiros e o trânsito acabou complicado.

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