Caminhão sem direção atropela 8 crianças

Três tiveram ferimentos graves; acidente aconteceu na troca de turno em escola

NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

18 Agosto 2012 | 03h03

Um caminhão quebrado, puxado por um guincho, invadiu uma escola municipal em Osasco e atropelou oito crianças. Três delas - Giovana, de 8 anos, Mirela e Larissa, ambas de 6 - ficaram presas sob as rodas e tiveram ferimentos graves e fraturas, mas não correm risco de vida. Outros cinco alunos - Carolina, Nicole e Bruna, de 8 anos, Leonardo, de 9, e Rita de Cássia, de 6 - tiveram ferimentos leves.

O acidente aconteceu na Escola Élio Aparecido da Silva, na Rua Almirante Tamandaré, por volta das 13h, horário de troca de turno. Muitos alunos estavam chegando para a aula da tarde e outros esperavam as vans escolares na frente do portão. A escola tem alunos de 1.ª a 5.ª séries, com idade entre 6 e 10 anos.

O caminhão, que havia quebrado na Rodovia Anhanguera, a poucos metros dali, estava sendo guinchado pelas ruas do bairro. No cruzamento da Almirante Tamandaré com a Américo Vespúcio, duas ruas bastante íngremes, não conseguiu fazer a curva à direita e tentou dar ré. O peso do caminhão fez o guincho perder o controle na ladeira. O caminhão começou a descer e entrou direto no portão da escola.

Segundo testemunhas, o acidente só não foi mais grave porque, vendo o caminhão descer ladeira abaixo, carros que estavam na Almirante Tamandaré começaram a buzinar para as crianças correrem. Outros dizem que uma van havia acabado de passar e levar alguns alunos.

Quem estava por perto disse ter visto cerca de 50 alunos na frente da escola na hora do atropelamento. "Se não fosse a grade, seria pior", dizia uma das professoras da escola.

A dona de um restaurante na frente da escola, que não se identificou, fechou as portas mais cedo - às 14h30, já estava limpando as mesas e guardando as panelas. Para quem passava, dizia que não tinha mais almoço. "Estou horrorizada. Quem estava aqui parou de comer e foi embora."

Pai de Mirela, que até ontem estava internada na Santa Casa e passava bem, o motorista José Inácio Ferreira ficou perplexo. "Minha filha estuda aqui das 14h às 17h, estava chegando. Moro há 20 anos no bairro e nunca vi nada igual." Mirela foi uma das crianças que ficaram presas embaixo do caminhão. Larissa, de 6 anos, foi a que ficou em estado mais grave e foi levada de helicóptero para o Hospital das Clínicas. Ela sofreu uma fratura. Giovana teve traumatismo craniano e está na UTI do Hospital Regional de Osasco, consciente.

A prefeitura de Osasco informou que vai "prestar apoio às famílias no que se refere ao atendimento psicológico, de assistente social, de transportes e medicamentos".

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