Caminhão escapa das balanças em estradas paulistas

Pesagem é necessária para impedir que veículos de carga andem com excesso de peso, que deteriora o pavimento e causa acidentes

JOSÉ MARIA TOMAZELA , SOROCABA, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2012 | 03h07

Caminhões que trafegam com excesso de peso encontram o caminho livre nas principais rodovias de São Paulo. Na sexta-feira passada, nenhum dos cinco postos de pesagem do Sistema Castelo Branco, entre Sorocaba e São Paulo, estava operando. Também não havia balança em uso na Rodovia Raposo Tavares entre Sorocaba e Itaí, rota de caminhões procedentes do norte do Paraná com grãos, madeira e cimento. Uma carreta podia sair de Itararé e seguir 345 km até a capital sem fiscalização do peso.

No dia 25, nos 431 km de estradas entre Sorocaba e Buritizal, no extremo norte do Estado, havia apenas duas balanças em operação. Em uma delas, na Rodovia do Açúcar, em Itu, a maioria dos caminhões deixava de ser fiscalizada por causa do excesso de tráfego. É o que ocorre com frequência também na balança do km 39 da Castelo Branco. Quando o trânsito está muito carregado, operadores são obrigados a suspender a pesagem para não causar risco de acidente, já que os veículos precisam reduzir a velocidade para entrar na balança. Peso correto evita acidentes e preserva o piso das rodovias

Apesar disso, 27,5 mil caminhões em média são multados por mês nas rodovias por excesso de carga, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). De janeiro a abril, foram feitas 110.203 autuações por esse motivo - 80.919 pelas concessionárias do sistema rodoviário e 29.384 pelo próprio DER. O total de caminhões fiscalizados no período chegou a 5,2 milhões - 4,6 milhões passaram por balanças operadas pelas concessionárias.

Segundo o DER, estão em operação 180 pontos de fiscalização de peso na malha viária estadual. Desses, 17 postos fixos e 61 bases de operação móvel são operados pelas concessionárias, conforme obrigação contratual. Os demais estão em rodovias do DER. Nos postos fixos, a fiscalização deve ser 24 horas, mas não é o que ocorre. Quando o agente de fiscalização do DER falta, a fiscalização tem de ser suspensa. Foi o que ocorreu na Castelo. Nos móveis, equipamentos devem operar por 6 horas em dias úteis.

Manutenção. O DER informou que no dia 25 o posto fixo do km 117 da Anhanguera passava por manutenção de rotina, mas o posto fixo antes de Campinas, no km 53, operava normalmente. O órgão planeja instalar 26 novos pontos para fiscalização 24 horas e outros 95 pontos móveis, com operação de 6 horas. A licitação para contratação dos novos postos de pesagem deverá ocorrer no segundo semestre.

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