Caminhão com carga tóxica é proibido em horários de pico

Veículos não poderão mais circular em ruas e avenidas do centro expandido; regra entra em vigor em um mês

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2011 | 00h00

Os caminhões que transportam produtos perigosos serão proibidos de circular dentro do centro expandido de São Paulo nos horários de pico - de segunda a sexta-feira, das 5 às 10 horas e das 16 às 21 horas. A nova regra vai entrar em vigor em um prazo de 30 dias e surge após seguidos acidentes com veículos que derrubaram carga tóxica, interditando as vias e provocando congestionamentos.

A portaria com a nova regra será publicada na edição de hoje do Diário Oficial da Município. O texto prevê a proibição no centro expandido (mesma área onde vale o rodízio veicular) e no minianel viário, em vias como as Marginais do Tietê e do Pinheiros e nas Avenidas dos Bandeirantes, Juntas Provisórias, Professor Luiz Inácio de Anhaia Mello e Salim Farah Maluf.

A multa por transitar em local e horário não permitidos é uma infração média, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A multa é de R$ 85,13 e o infrator perde quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Os motoristas dos veículos com cargas perigosas estão sujeitos, no entanto, a multas mais pesadas se também descumprirem outras determinações referentes ao transporte desses produtos. A multa pode chegar a R$ 4.617,50 e o veículo, ficar retido até a correção da irregularidade no transporte.

Casos. Segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a cidade de São Paulo registra, em média, 14 acidentes por ano com veículos transportando cargas consideradas perigosas - se enquadram nessa categoria produtos que fazem mal para a saúde e para o ambiente, como gases inflamáveis e componentes químicos.

O caso mais recente aconteceu na quarta-feira, dia 20 de julho. Por volta das 17h30, um caminhão com carga corrosiva tombou na pista expressa da Marginal do Tietê, no sentido Castelo Branco. O tanque com 35 mil litros de produto químico se descolou do veículo e bateu em uma das muretas de proteção da via, provocando vazamento do produto.

A CET interditou a pista expressa, que só foi liberada na madrugada do dia seguinte - mais de sete horas após o acidente. Bombeiros precisaram jogar areia para evitar um possível incêndio e o caminhão só pôde ser retirado após a carga vazar. O reflexo foi um congestionamento de 8 quilômetros na Marginal do Tietê.

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