Caminhão com 180 TVs roubadas é encontrado em Guarulhos

Denúncia de vizinho de chácara ajuda a polícia achar carga de televisões 29 polegadas avaliada em R$ 950 cada

Andressa Zanandrea, do Jornal da Tarde,

08 de outubro de 2007 | 08h19

Policiais apreenderam um caminhão roubado que carregava 180 caixas de televisões 29 polegadas avaliadas em R$ 950 cada. A apreensão foi feita na noite de domingo, 7, quando as várias caixas de televisores descarregadas de uma carreta-baú, em uma chácara no bairro Vila Alzira, em Guarulhos, na Grande São Paulo, colocadas em baias de animais, chamou a atenção de vizinhos, que acionaram a polícia.   Quando a viatura se aproximou da chácara, por volta das 21 horas de domingo, a carreta saía da chácara, mas voltou para dentro. Os policiais viram três pessoas, que saíram correndo - uma delas, foi detida. Nas quatro baias, encontraram as caixas de televisão.   A polícia prendeu um dos homens que estava no caminhão e o dono da chácara. A carreta havia sido roubada às 14 horas, no Posto Serra Azul, na Rodovia dos Bandeirantes, em Jundiaí. O motorista D. F., de 49 anos, havia parado no posto para comprar um refrigerante. A carga seria levada até Goiânia, em Goiás, onde entregaria a carga à rede de lojas Novo Mundo. Ele havia saído de uma transportadora em Perus, na zona norte da capital.   "Quando desci do caminhão, me deram um tapa e colocaram uma toalha na minha cara. Foi muito rápido. Depois me colocaram em um carro, com a cabeça virada para baixo, e ficaram rodando comigo", contou o motorista do caminhão.   Após ser ameaçado de morte por diversas vezes, ele foi libertado por volta da meia-noite, em um matagal em Atibaia, no interior. Os ladrões bandidos levaram R$ 200, em dinheiro, e o celular dele. "Eles me mandaram correr e não olhar para trás. Andei 40 minutos até um posto da Polícia Rodoviária, de onde liguei para o meu patrão e para a minha mulher, que ficou desesperada", contou o motorista, que não soube identificar quantos ladrões o roubaram.   Durante o tempo em que esteve em poder dos bandidos, F. só pensava na esposa e nos filhos, de 20 e 27 anos. "Fiquei com medo de morrer." Depois do assalto, o primeiro em 25 anos de trabalho, ele pensa em se aposentar. "Não tem dinheiro que pague a vida da gente."

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