Caminhão arrasta moto e pega fogo na Marginal do Tietê

Sem queimaduras, o motoqueiro foi socorrido pelos bombeiros e levado para a Santa Casa de São Paulo

Andressa Zanandrea, Jornal da Tarde

30 de abril de 2008 | 08h12

Foto: Werther Santana/AE   SÃO PAULO - Cena de filme de terror. Faíscas começam a surgir embaixo de um pequeno caminhão-baú e se alastram. Rapidamente, as chamas atingem uma altura de três metros. Há três explosões e o fogo se alastra também pelo asfalto, enquanto as chamas consomem o caminhão, ainda com os faróis acesos. Em menos de 15 minutos, o veículo fica destruído. Num olhar mais atento, embaixo do pneu da frente, do lado esquerdo, uma moto. O fogo começou exatamente nela, no atrito com o asfalto, enquanto era arrastada.   O acidente ocorreu às 0h25 desta quarta-feira, 30, no km 2,5 da pista expressa da Marginal do Tietê, pouco depois da Ponte Anhangüera, sentido Rodovia Castello Branco. Às 0h39, após serem acionados pela reportagem do Jornal da Tarde, chegaram os bombeiros. A primeira preocupação deles foi encontrar o motoqueiro que, felizmente, não estava embaixo do caminhão.   Pouco após a chegada dos bombeiros e depois de alguma procura, o motoqueiro, de 22 anos, foi localizado. Um farmacêutico encontrou o rapaz por acaso, quando encostou na mureta que divide as pistas local e expressa da Marginal. O motoqueiro estava deitado no gramado do canteiro, rente à mureta. "Estava voltando para casa, em Alphaville, quando ocorreu o acidente. Quando encostei na mureta, ouvi um gemido lento. Olhei e era o motoqueiro, sem capacete", disse Luiz Carlos Antunes, de 39 anos.   Calcula-se que o motoqueiro tenha sido jogado de uma distância de 15 metros. O motorista do caminhão, no entanto, diz que não bateu contra a moto em movimento. O rapaz teria, segundo ele, sofrido um acidente antes. "Dei de cara com a moto tombada na minha frente, mas não vi ninguém. Não deu para fazer nada. A moto começou a pegar fogo. Vi que subiu rapidinho, abri a porta e pulei para fora do caminhão", afirmou Devanir Comissário, de 52 anos.   A moto foi arrastada por uma distância de 50 metros, até que o caminhão parasse. Comissário havia descarregado peças automotivas em Sumaré, no Interior, e voltava para casa, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, com o veículo, que pertence a uma transportadora, vazio. Ele disse, ainda, que trafegava a uma velocidade de 60 km/h.   Sem queimaduras, o motoqueiro, consciente, foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) à Santa Casa de Misericórdia. Ele gemia bastante de dor enquanto era colocado na maca. Segundo os bombeiros, o rapaz sofreu fratura no fêmur, além de cortes no pescoço e em ambas as pernas. A pista expressa da Marginal do Tietê foi liberada à 1h15, após o caminhão e a moto serem retirados e o asfalto, lavado.

Tudo o que sabemos sobre:
acidente de trânsito

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.