Caminhadas para continuar ''bonitinho''

Jorge Loredo, 86 anos, mais conhecido como Zé Bonitinho, ator e advogado

Paulo Sampaio, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2011 | 00h00

Praticamente rebatizado em 1961, quando tinha 36 anos, o ator Jorge Loredo, hoje com 86, virou Zé Bonitinho pra sempre. Culpa dele. O personagem que o próprio criou - e o engoliu - não deixou que ele fosse muito além do sujeito extravagante, de bigodinho, topete e gravata borboleta.

Loredo conta que a inspiração de Zé foi um amigo de mesa de bar que "já mora em outro planeta". "Ele era exibido, vestia umas roupas diferentes e acreditava no próprio sucesso", lembra.

Formado em Direito no Rio, Loredo fez teatro, estreou na TV e trabalhou com alguns dos maiores humoristas do Brasil, como Jô Soares, Golias e Chico Anísio, que ele considera sua maior influência. Na década de 1980, advogou para o Sindicato dos Artistas e lidou com a parte previdenciária, o que o dispensava de levar Zé Bonitinho para o fórum - e correr o risco de virar chacota em um ambiente tão formal. "Imagina!"

Casado "oficialmente" três vezes, dois filhos, ele está na quarta mulher, "uma garota de 60 anos". Para não perder o lado "bonitinho", Loredo pratica caminhadas pelo Aterro do Flamengo, perto de onde mora, no Rio, e hidroginástica.

Ator do SBT, participou de encontro com a Turma do Casseta para debater humorismo. "Eles eram os modernos, eu o de antigamente. Muda só a velocidade (risos)", diz.

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