Camelôs vendem produtos dentro de estacionamentos no Brás

Na região, a PM montou um forte aparato de patrulhamento, com homens espalhados pelas ruas do entorno da Feirinha da Madrugada, mas não quis informar o número exato de policiais

Pedro da Rocha, do estadão.com.br,

29 Novembro 2011 | 07h31

SÃO PAULO - Nesta terça-feira, 29, dia seguinte ao confronto entre camelôs e policiais militares, na Feirinha da Madrugada, região do Brás, em que um ônibus e uma loja foram incendiados, os ambulantes vendiam seus produtos em suportes de madeira dentro de espaços alugados em estacionamentos da região.

Dentro de um estacionamento localizado na Rua Oriente, cerca de 50 tabuleiros vendiam majoritariamente peças de roupas. Na porta, um homem chamava os fregueses por meio de um equipamento de som. "Os camelôs da rua estão aqui dentro. Não é loja não, é camelô. Atacado e varejo", gritava o locutor.

No número 299 da Rua Rodrigues dos Santos, outro estacionamento abrigava cerca de 30 suportes de madeira com produtos expostos para a venda. No número 902 da Rua São Caetano, o letreiro fixado no alto do estabelecimento mostrava o escrito "Marcenaria". Dentro, aproximadamente 10 tabuleiros foram montados.

A PM montou um forte aparato de patrulhamento no local, com homens espalhados pelas ruas do entorno da Feirinha da Madrugada, mas não quis informar o número exato de policiais, alegando sigilo estratégico.

Na noite de domingo, 27, e madrugada de segunda-feira, 28, cerca de 300 camelôs que tentaram armar seus tabuleiros nas ruas da região foram reprimidos pela Tropa de Choque da PM com o uso de balas de borracha. Um ônibus e uma loja de roupas infantis foram incendiados. Ao todo, seis manifestantes acabaram detidos.

Desde o dia 24 de outubro deste ano, a PM reforçou o efetivo do Brás para impedir o trabalho dos camelôs nas ruas da região, acarretando em conflitos e protestos entre as partes. A meta é impedir que ambulantes sem licença montem suas barracas nas ruas do bairro.

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